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24 Janeiro de 2020 | 20h00 - Actualizado em 24 Janeiro de 2020 | 19h56

Há esperança na mobilidade em Luanda

Luanda - Luanda é a metrópole de Angola, mas por motivos múltiplos, até agora, tem dificuldades de dar conforto aos seus habitantes ou a quem passa por ela, sobretudo no quesito mobilidade rodoviária.

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Engarrafamento na cidade de Luanda

Foto: Pedro Parente

(Simão Marcos)

Há muitos factores ligados a esta dificuldade, mas todos eles têm um denominador comum: efeitos perversos da guerra.

Naquele período, toda Angola, directa ou indirectamente, viu seus habitantes afunilarem-se em Luanda. Foi assim que começou o colapso. A grande cidade não estava preparada para a pressão de seis, sete ou oito milhões de habitantes, já que, inicialmente, previa albergar apenas umas 500 mil pessoas.

A zona urbana ficou toda “sitiada” por bairros que cresceram à medida que a grande cidade recebia refugiados de outras paragens do país, que se hospedavam, às dezenas, em casas de seus familiares enraizados em Luanda há anos.

O centro da cidade, como é óbvio, era o centro político-administrativo, era o lugar onde se conseguia o melhor emprego, logo se tornou o local de convergência de milhares de pessoas, mas, infelizmente sem o devido acompanhamento de estradas e transporte.

Por isso, hoje, regista-se, em Luanda, uma enorme dificuldade de movimentação das pessoas desses bairros “cogumelos”, para o serviço e vice-versa, por debilidades nos transportes públicos e privados, numa altura em que a capital angolana celebra, a 25 de Janeiro, 444 anos desde os seus primeiros contactos com os portugueses liderados por Paulo Dias de Novais,

Há vontade e dinheiro para o investimento, mas os potenciais investidores sentem-se inibidos por causa da má qualidade das estradas e os congestionamentos nos acessos ao centro da cidade.  

No meio de tanta adversidade, há esperança para Luanda, pois novas estradas, com qualidade aceitável, foram abertas e, dentro de dias, 220 novos autocarros entrarão em funcionamento.

Os novos transportes públicos foram atribuídos pelo Ministério dos Transportes à província de Luanda.

Cada autocarro pode levar 90 passageiros (50 sentados e 40 em pé), terá bilheteira electrónica, assim como elevadores para as cadeiras de roda para os deficientes. Mas as estradas têm que estar à altura da nova e antiga frota de transporte público, quer pública e privada.

Estradas convergentes às principais

Estradas pelo meio dos bairros, que saem depois de locais de congestionamentos crónicos, foram reabilitadas e abertas, para dar alguma fluidez ao trânsito automóvel.

Trata-se da 5ª Avenida no Cazenga, no troço Centro de Formação Profissional/ Deolinda Rodrigues (BCA) com uma extensão de 2.260 metros e com três faixas de rodagem das quais uma para estacionamento.

O troço beneficiou de uma reabilitação do pavimento com a colocação do tapete asfáltico, construção de redes de drenagem das águas, tendo sido  acauteladas as redes técnicas de energia, telecomunicações, iluminação pública, lancis, passeios, arborização, sinalização vertical e horizontal.

No distrito da Maianga, beneficiou de reabilitação a via entre a Tourada até a cabeceira do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro com uma extensão de 772 metros.  

O troço faz parte do eixo viário que parte da Tourada, passa pelo Cassequel (Maianga), liga o bairro popular, contemplando a estrada do Avô Kumbi (Kilamba Kiaxi) até a Avenida Pedro de Castro Van- dúnem (Loy).

A obra contempla passeios e lancis, iluminação pública, rede de esgoto e duas faixas para dois sentidos diferentes, com cada três metros de largura.

A abertura dessas ruas teve um impacto na melhoria da mobilidade urbana, tráfego rodoviário e saneamento básico.

Há ainda 38 ruas que merecem ser reabilitadas e aguardam por um concurso público.  

Sinistralidade

Aliado ao fenómeno “engarrafamento” está também o aumento da sinistralidade rodoviária resultante do desrespeito pelo código de estrada e das más condições das vias de circulação terrestre.

Especialistas em Trânsito e Mobilidade Urbana referem que o congestionamento na metrópole angolana deve-se ao facto da oferta de estradas - concebidas para um milhão de habitantes - não corresponder a actual demanda de automóveis.

Se há 40 anos a cidade acolhia um milhão de habitantes e menos da metade destes possuía um meio rolante, hoje são cerca de seis milhões de habitantes e mais de dois milhões de veículos a circular pelas diferentes ruas do centro político e administrativo de Angola.

A Direcção Nacional de Viação e Trânsito reconhece que grande parte das estradas não tem iluminação, nem uma sinalização adequada, para além de muitos veículos automóveis em circulação apresentarem mau estado técnico.

Assuntos Efeméride  

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