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12 Novembro de 2019 | 21h24 - Actualizado em 12 Novembro de 2019 | 21h23

Projecto Bita vai beneficiar mais de um milhão de cidadãos

Luanda - Mais de um milhão e meio de pessoas terão acesso a água potável, em Luanda, com a conclusão do Projecto Candelabro, terceira fase,(Cacuaco) e a construção do Projecto Bita, (Belas) da Empresa Pública de Distribuição de Água de Luanda (Epal).

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Estação de tratamento de água do Candelabro

Foto: Gaspar dos Santos

Os dados foram divulgados por engenheiros da EPAL durante a visita da vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, aos vários projectos estruturantes da EPAL  para constatar o funcionamento dos Centros de Distribuição de Abastecimento de Água na cidade capital.

O projecto Bita, que devia ter iniciado em 2011, vai ser financiado pelo Banco Mundial, e está avaliado em mais de um milhão de dólares americanos e vai beneficiar um milhão e 200 mil pessoas.

Este projecto prevê a captação de água no rio Kwanza e a construção de uma conduta de 1.600 milímetros com seis  quilômetros de extensão e  prevê uma produção de 3m3/segundo.

O Bita, que vai iniciar em 2020, deverá atender o município de Belas, onde os distritos nunca beneficiaram de água corrente, com expcção da Centralidade do Kilamba, e Barra do Kwanza que não faz parte nesta primeira fase do projecto.

A Estação de Tratamento de Água de Candelabro, fase III, com termino previsto para 2020, vai produzir mais 90 mil metros cúbicos e beneficiar 300 mil pessoas, com destaque para o  reforço no abastecimento da população de Cacuaco, Polo industrial de Viana, Marçal, Cazenga, Mulenvos, e a Centralidade do Sequele, passando a receber mais de 8h de abastecimento de água ao contrario das 4 horas habituais.

Segundo os técnicos da Epal, com o surgimento da Centralidade do Sequele, crescimento das zonas da Funda, Panguila, Cacuaco, Zonas Industriais de Viana, bairros dos Mulenvos de Cima e de Baixo, bem como das zonas de influência dos centros de distribuição do Marçal e Cazenga, a produção de água da ETA Candelabro, tornou-se insuficiente.

Por esta razão, houve a necessidade urgente de se construir a terceira fase da ETA, que teve o seu início em Maio de 2017 com o objectivo de elevar a capacidade nominal da ETA Candelabro de 120.000 m3/ dia para 210.000m3/dia, situação que deverá  melhorar as condições do acesso e do fornecimento de água potável às zonas de influência e consequentemente aumentar o nível de distribuição de água.

A terceira fase do projecto Candelabro,   avaliando em mais de 122 milhões de dólares, vai contar com uma caixa de distribuição de agua bruta . tanque de decantação  e floculação, de filtração , casa química , regulação, contração e equilíbrio de lama e laboratório de controlo.

Actualmente, no projecto encontram-se em curso o processo de armadura  com aço e betonagem, processo de alvenaria  e trabalho de estuque e  ladrilho  numa execução física  de 33 por cento , 15 por cento de valor pago.

O canal de captação de águas do Kassaqui, com termino para 2020, localizado no zona ribeirinha do rio Kwanza, tem uma capacidade de 4,6 metros cúbicos por segundo, que deverá alimentar os sistemas três, na zona do Kikuxi (município de Viana),  que por sua vez abastece cinco dos nove municípios de Luanda.  

Quanto as girafas, que abastecem os caminhões cisternas, os técnicos da EPAL  afirmaram que seria necessário o aumento da rede de distribuição em mais de 75 por cento no mínimo, o que em termos práticos é muito difícil.

Esclareceram que as girafas beneficiam as zonas desprovidas de rede de distribuição, mas vão passar a contar com a participação das administrações e outros intervenientes para que o impacto negativo e destrutivo desta actividade se possa trasnformar numa mais-valia para a população.

Luisa Damião disse, no final da visita, que foi possível ver melhorias no abastecimento e constatar alguns constrangimentos, com destaque para a questão financeira.

Depois de visitados alguns projectos estruturantes, segundo a dirigente do MPLA, viu-se que há um esforço na  sentido de melhorar o abastecimento de água para as populações.

“Constatamos  constrangimento de ordem financeira e nós vamos  procurar fazer alguma advocacia no sentido de que possam ser resolvidos alguns destes constrangimentos”, adiantou.

Acompanharam a vice-presidente do MPLA, o secretário-geral do partido, Paulo Pombolo, O secretário de estado para as águas, Lucrécio Costa, membros do BP, Conselho de Administração da EPAL.

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