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04 Dezembro de 2019 | 20h33 - Actualizado em 05 Dezembro de 2019 | 13h42

Angola quer criação de um centro de agro-negócio

Roma - O Governo angolano solicitou um apoio técnico à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para a criação do primeiro Centro de Informação de Agro-negócio, bem como o diagnóstico de tecnologias inteligentes para mitigar as consequências da seca no país.

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Cuanza Sul: Preparação do Campo para agricultura - Arquivo

Foto: Joaquim Tomás

Ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis - Arquivo

Foto: Carlos Matias

Uma nota de imprensa da Embaixada de Angola na Itália refere que o pedido foi feito esta quarta-feira, em Roma (Itália), pelo ministro da Agricultura e Florestas, António Francisco de Assis, que chefiou a delegação angolana que participou, de 02 a 04 deste mês, nesta cidade, na 163ª sessão do Conselho da FAO.

Outro apoio solicitado pelo governante angolano foi o fortalecimento do Sistema de Informação da Agricultura em Angola.

Na ocasião, o ministro convidou o director-geral da FAO, Qu Dongyo, a visitar Angola, bem como reiterou a disponibilidade do país em colaborar na implementação do programa das Nações Unidas.

Agradeceu o apoio da FAO na assistência técnica aos programas de desenvolvimento rural implementados em Angola através da metodologia das escolas de campo, cujos primeiros resultados têm sido animadores, por permitirem elevar a educação e o conhecimento das comunidades.

Entre os vários assuntos tratados no encontro que manteve com Qu Dongyu, destaca-se a questão das alterações climáticas, que se transformaram num flagelo que afecta a segurança alimentar de uma grande parte dos Estados africanos, segundo António Francisco de Assis.

O ministro, que esteve acompanhado pela embaixadora de Angola na Itália e representante junto das agências da ONU sediadas em Roma, Maria de Fátima Jardim, lembrou que a seca cíclica que assola uma parte da região sul de Angola afecta com mais gravidade a segurança alimentar e por isso “merece ser apreciada com um programa regional, descentralizado no país.

Sessão do Conselho da FAO

A 163ª sessão desse Conselho, orientada pelo director-geral da FAO, Qu Dongyu, entre outros assuntos, procedeu ao “ajuste no programa de trabalho e orçamento 2020-2021” e analisou o relatório da reunião conjunta do Comité de Programa e do Comité de Finanças.

Na abertura do evento, Qu Dongyu prometeu aumentar a transparência na organização e propôs novas estruturas institucionais para alcançar melhores resultados, inovação e o apoio às pessoas mais vulneráveis nos pequenos Estados insulares e em países em desenvolvimento.

O director-geral, no cargo desde Agosto último, sublinhou a necessidade da FAO concentrar-se na segurança alimentar e na erradicação da pobreza, nos pontos fracos da agricultura tropical, desafios da agricultura em terrenos áridos e secos, na promoção da agricultura e desenvolvimento rural digital e na promoção de acções para melhorar o ambiente agrícola, com vista ao desenvolvimento sustentável.

Anunciou a instalação de um escritório que vai atender as necessidades das populações vulneráveis, assim como a criação de um Comité para a juventude e as mulheres, tendo em conta que a agricultura a nível mundial é praticada por mulheres e jovens.

Durante o evento, a delegação angolana também manteve um encontro separado com o presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), Gilbert Houngbo. O ministro teve ainda audiências com os seus homólogos da Namíbia, Apheus Naruseb, de Cabo Verde, Gilberto Silva Carvalho, e da Itália, Teresa Bellanova.

António Francisco de Assis manteve igualmente um encontro com o presidente do grupo dos embaixadores africanos junto das Agências das Nações Unidas em Roma e o embaixador da Nigéria, Yaya Olaniran.

Assuntos Agricultura   Agro-industria   Economia  

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