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12 Novembro de 2019 | 13h39 - Actualizado em 12 Novembro de 2019 | 13h39

País regista redução das importações

Luanda - O País vive agora uma redução das importações, tendo registado no primeiro trimestre deste ano uma queda a volta de 50 % da importação, revelou nesta terça-feira, em Luanda, o secretário de Estado da Economia, Sérgio Santos.

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De acordo com Sérgio Santos, no segundo trimestre as importações caíram significativamente, com base nessa tendência o País assiste um aumento da produção nacional, bem como uma pressão grande do mercado para o aumento da produção nacional.

Em declarações à imprensa, à margem do Projecto de capacitação e qualificação dos recursos humanos ao abrigo do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI), Sérgio Santos sublinhou que o momento actual propicia a produção actual, porque com escassez de divisas dificilmente se consegue recursos cambiais para importar.

Na sua visão, com a correcção do preço do mercado mais dificilmente se consegue importar de forma barata, as importações tornam-se mais realistas, no verdadeiro custo que elas têm.

O secretário de Estado destacou os esforços que o Executivo está a fazer no domínio das infra-estruturas, vias secundárias e terciárias, bem como o Programa Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM) como projecto concreto para reduzir a precariedade das vias terciárias e secundárias.

Disse que criado o espaço para a produção nacional, uma corrente de apoio aos empresários, melhoradas as infra-estruturas, assiste-se uma crescente oferta de produção nacional.

Destacou o facto de no interior do País registar-se com mais normalidade a oferta de produtos de origem nacional, como a galinha, milho, batata, apesar de existir informação de perdas de alguns produtos pós-colheita, demonstrando que a produção nacional tem estado a aumentar.

“Ainda não estamos nos níveis que desejamos, porque esse aumento da produção vai fazer-se de forma acentuada. Mas conseguimos identificar uma tendência para que se produza mais em Angola”, disse.

Disse ser necessário ver os dados dos outros trimestres, mas Angola está a assistir uma redução nas importações, fundamentalmente na importação dos bens da cesta básica.

Lamentou o facto de Angola ainda importar sal, quando tem capacidade para produzir em quantidade e qualidade. “Ainda temos importação de outros produtos que são origem nacional, como a mandioca, mas ainda temos a importação da farinha, fuba de bombo, milho, e que não se justifica, porque temos capacidade de moagem, água, terreno, disponibilidade de trabalho suficiente para produzir internamente”.

O Executivo procura dar mais espaço à produção nacional, porque durante muito tempo era mais barato importar e hoje não é essa realidade.

Sérgio Santos disse que a realidade da taxa de câmbio é mais real, e repõe os desequilíbrios que existiam antes em relação ao preço da produção nacional e o preço dos produtos importados.

Na sua visão, é preciso organizar a cadeia produtiva, que anteriormente não estava organizada, porque os circuitos de escoamento, de conservação e transformação pós-colheita não estavam montados, “porque a produção nacional dificilmente competia com a importação, agora que compete aos empresários começarem a ver a possibilidade de funcionar como comerciantes rurais, que podem ir buscar os produtos feitos no campo e transforma-los”.

Essas oportunidades de negócios, com o programa de apoio ao crédito “queremos apoiar os empresários na cadeia de valor, possam ter essas iniciativas, financiando as iniciativas desses empresários”, acrescentou.

Assuntos Economia  

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