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15 Julho de 2020 | 18h52 - Actualizado em 15 Julho de 2020 | 18h52

Covid-19 está a expor fragilidades do ecossistema da internet

Luanda - Especialistas de países lusófonos, incluindo Angola, destacaram, nesta quarta-feira, o facto de a Covid-19 expor com maior “agressividade” as fragilidades do ecossistema da Internet.

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Em videoconferência  sob o tema “A ciberseguranca pós-Covid-19”, uma iniciativa da multinacional Angola Cables e a Associação Internacional  das Comunicações  de Expressão  Portuguesa (AICEP), os especialistas referem que tal  exposição deve servir de oportunidade para uma maior  consciencialização dos utilizadores para que sejam prevenidos dos possíveis riscos.

Após questões levantadas no painel, os  especialistas representados pela empresa Vodcom (Moçambique), dos escritórios de advogados Albuquerque Pinto (Brasil)  da empresa VdA (Portugal) defendem necessidade de maior protecção contra os perigos, a partir do momento em que  se movimenta de um mundo físico para o digital.

A moderada do evento, Nadia  Ribeiro, responsável  do gabinete Jurídico da Angola Cables, alertou, em gesto de conclusão,  que os utilizadores de internet  devem promover  uma cultura de segurança  quando se entra  no mundo “online”, com vista a proteção dos seus direitos, negócios e do próprio Estado em que se inserem.

A título de exemplo, Portugal, de acordo com o representante da AICEP, João Santana, os cibercrimes cresceram 101% nos últimos tempos.

A nível de protecção dos estados, ainda de acordo com Nádia Ribeiro, há um caminho “grande” a percorrer, visto não serem ainda suficientes os instrumentos jurídicos existentes em torno da temática.

“ Temos de começar a pensar em soluções  transnacionais e harmonizadas para a ciberseguranca. Nem todos os estados têm a mesma concepção sobre os meios essenciais que devem ser protegidos contra a ciberseguranca”, sublinhou, admitindo haver muito trabalho por ser feito para que seja possível garantir a segurança do ecossistema digital.

Lembra que a ciberseguranca representa também um desafio para o próprio mundo  empresarial,  uma vez que se observa mais empresas a  procederem ao lançamento de  novos serviços e produtos, além da promoção de melhorias de segurança de dados.

Ficou patente ainda, neste evento, que a ciberseguranca deve servir de pilar do “corporate governance” das empresas e instituições públicas.

O teletrabalho nesta fase da covid-19  foi outra questão levantada neste encontro.

Para o responsável da direção  de regulação  da Vodcom de Moçambique, Michael Grispos, o teletrabalho em África veio reduzir o contacto físico dos funcionários que  aumentaram o contacto com às máquinas, criando-se escritórios em casa.

Acrescentou ainda que os gestores das empresas, nesta fase, preocupam-se mais com a meta a alcançar  do que com a pontualidade dos trabalhadores.

Por seu turno, Romulo Soares, representante dos escritórios de Advogados Albuquerque Pinto no Brasil, admitiu que grande parte dos crimes cibernéticos no mundo têm como ponto de origem no seu país, assegurando   que milhões e milhões de dólares são investidos, anualmente, na ciberseguranca.

Este evento enquadra-se  no ciclo de conferências que a Angola Cables e a AICEP  organizam  sob o tema “ o Futuro das telecomunicações”. 

O próximo evento vai decorrer no dia 12 de Agosto.

Assuntos Angola  

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