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03 Abril de 2020 | 00h14 - Actualizado em 03 Abril de 2020 | 00h14

BAD ajuda a combater praga de gafanhotos em África com USD 1,5 milhões

Abidjan - O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou nesta quinta-feira a aprovação de um empréstimo de emergência no valor de 1,5 milhões de dólares para ajudar nove países africanos a combaterem a praga de gafanhotos.

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Dístico do Banco Africano de Desenvolvimento - BAD

Foto: Divulgação

Canalizada através da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD, na sigla em inglês) com a chancela da União Africana, o empréstimo no valor de cerca de 1,3 milhões de euros vai ajudar Djibuti, Eritreia, Etiópia, Quénia, Somália, Sudão, Sudão do Sul, Uganda e Tanzânia a controlarem "a praga de gafanhotos que está a ameaçar as colheitas e a segurança alimentar".

A IGAD está a colaborar com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), que lidera a coordenação do apoio financeiro dos parceiros contra a invasão de gafanhotos, cujas verbas serão usadas para "controlar a propagação da invasão de gafanhotos, prevenir potenciais novas ameaças e fazer uma avaliação do impacto da invasão", lê-se no comunicado de imprensa.

Entre os países afetados, o BAD destaca que "o Quénia, a Etiópia e a Somália foram particularmente afectados pelo surto e pela reprodução em grande escala dos gafanhotos, que deve originar novas vagas nas próximas semanas" e alerta que "a infestação coloca um risco sem precedentes para a subsistência e segurança alimentar numa região já frágil e causou um gigantesco prejuízo para a produção agrícola".

Na Etiópia, a praga de gafanhotos é a maior nos últimos 25 anos e no Quénia é a pior dos últimos 70 anos.

Na Etiópia, segundo o BAD, os gafanhotos destruíram mais de 30 mil hectares de colheitas, incluindo no café e chá, que representam 30% das exportações do país, e no Quénia foram destruídos 70 mil hectares de colheitas.

"Os esforços para controlar as infestações vão requerer cerca de 147 milhões de dólares (134 milhões de euros), dos quais 75 milhões de dólares (68,6 milhões de euros) já foram garantidos por governos, doadores e agências das Nações Unidas, "mas ainda continua a haver um subfinanciamento significativo", conclui o BAD.

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Covid-19: Banco Mundial disponibiliza até 146 mil ME nos próximos 15 meses

Washington – O Banco Mundial vai disponibilizar até 160 mil milhões de dólares (cerca de 146 mil milhões de euros), nos próximos 15 meses, para apoiar medidas destinadas a ajudar os países a responder ao impacto provocado pela covid-19.

Em comunicado, o Banco Mundial indicou que foi hoje aprovado o primeiro “conjunto de operações de emergência” no valor de 1,9 mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) “para ajudar 25 países” em desenvolvimento.

Citado no mesmo documento, o presidente da instituição, David Malpass, disse que estão a ser empregues os esforços necessários para “fortalecer a capacidade de resposta dos países em desenvolvimento à pandemia covid-19 e reduzir o período de recuperação económica e social”.

Para responder às interrupções na cadeia de aprovisionamento, a instituição tem entrado em contacto com os fornecedores de medicamentos essenciais, acrescentou o responsável.

Já o director de operações do Banco Mundial, Axel van Trotsenburg, vincou que “este pacote de respostas rápidas vai salvar vidas”.

Trotsenburg afirmou ainda que as operações vão ser coordenadas “a nível mundial” para garantir a aplicação das melhores abordagens, por exemplo, “para fortalecer os sistemas nacionais de saúde”. 

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 940 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 47 mil.

Dos casos de infecção, cerca de 180.000 são considerados curados.

Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu, com mais de 510 mil infectados e mais de 35 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.915 óbitos em 115.242 casos confirmados até hoje.

Assuntos África  

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