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30 Junho de 2020 | 19h05 - Actualizado em 30 Junho de 2020 | 19h05

Lobitangas querem novo mercado informal

Lobito - Os antigos feirantes das praças do Tchapanguele e Compão, na cidade do Lobito, desactivadas em Março deste ano, pediram hoje, terça-feira, ajuda ao Governo de Benguela para a abertura de um novo mercado informal com melhores condições.

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Feirantes querem melhores condições no Lobito

Foto: Pedro Parente

Desde o encerramento das referidas praças, na sequência do estado de emergência, que vigorou até 25 de Maio, mais de mil feirantes continuam até hoje a comercializar os seus produtos em ruas ou pracinhas improvisadas, sem condições de salubridade, uma vez que as obras do novo mercado estão paralisadas sem data para retoma.

Falando à Angop, a vendedeira de roupas Angélica Patrícia lembra que a Administração Municipal do Lobito prometeu abrir em Abril último o novo mercado em construção no bairro São João, mas até hoje os feirantes continuam sem espaços adequados.

Segundo a cidadã, isso faz com que as comerciantes sofram com as constantes “correrias” na zona do Africano, porque os agentes da Polícia Nacional no município do Lobito as têm pressionado a abandonarem aquela área.

A vendedeira Avozinha Missão diz, por sua vez, que os feirantes são transferidos semanalmente de um lugar para outro, o que está a prejudicar a situação de várias famílias que dependem da venda de hortaliças, legumes, peixe, entre outros produtos.

Luciana Cambinja, outra interlocutora, nega ir ao espaço concedido no Atlético, na entrada do bairro Lobito Velho, alegando que a área não oferece condições para acolher as mais de 500 vendedeiras do Africano, daí sugerir a abertura do novo mercado.

A venda é o que garante a sobrevivência de muitas famílias no Lobito, como assevera a anciã Júlia Ngueve, 60 anos, que também se queixa da actuação dos agentes da Polícia Nacional, que alegadamente a teriam acertado com porretes nas costas, na tentativa de dispersar os feirantes no Africano.

O taxista Higino Funica considera inaceitável que um município da dimensão do Lobito não tenha um mercado informal com cobertura, bancadas e frigoríficos, para que os munícipes adquiram bens de primeira necessidade, daí ter apelado as autoridades competentes locais para mudarem o actual quadro.

Segundo o taxista, apesar de estarem a pagar entre 100 e 50 kwanzas/dia para vender no Africano, mesmo assim as vendedeiras são escorraçadas do local e, em alguns casos, chegam mesmo a ser alvo de violência da parte de alguns agentes da Polícia Nacional.

No entanto, após um encontro recente com um grupo de vendedeiras na zona do Africano, nas proximidades do antigo mercado do Tchapanguele, o administrador municipal do Lobito, Carlos Vasconcelos, sem gravar entrevista, prometeu melhores dias para os feirantes da região.

A futura infra-estrutura, em construção na zona do Chivili, irá receber os mais de cinco mil vendedores provenientes dos antigos mercados informais do Tchapanguele e do Compão, encerrados e destruídos pela Administração Municipal do Lobito, em razão da falta de condições higiénicas e sanitárias.

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