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17 Janeiro de 2020 | 21h47 - Actualizado em 17 Janeiro de 2020 | 21h49

João Lourenço reitera medidas para captação de investimentos

Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, reiterou nesta sexta-feira a continuação das medidas que visam aligeirar os processos de investimento em Angola.

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Presidente João Lourenço recebe cumprimentos de ano novo do corpo diplomático acreditado em Angola

Foto: Francisco Miudo

Segundo o Chefe de Estado angolano, a medida visa atrair investidores “de toda a natureza” para uma economia que “está a ser reestruturada rápida e positivamente”.

Na sua intervenção durante a cerimónia de cumprimentos de ano novo do Corpo Diplomático acreditado em Angola, João Lourenço afirmou que os investidores devem acreditar na seriedade do actual Executivo e na capacidade de regeneração da economia angolana.

“Estamos confiantes que um número significativo de investidores estrangeiros aposte nos mais diferentes sectores da promissora economia angolana”, frisou o Chefe de Estado.

No quadro regional, sublinhou que Angola é, no contexto de África, dos países mais seguros e estáveis, depois de ter vivido décadas de conflitos.

Com base na experiência adquirida por Angola no processo que culminou com a paz em 2002, o Presidente João Lourenço manifestou a intenção do Estado angolano contribuir para a edificação da paz, segurança e estabilidade no continente africano.

Perante o Corpo Diplomático, o Estadista referiu que o país tem dado o seu contributo na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), na Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos e na Comunidade Económica dos Estados da África Central, organizações regionais das quais faz parte.

Na mesma esteira, o Presidente da República destacou os esforços para contribuir para a resolução dos conflitos que assolam a República Democrática do Congo, a República Centro Africana e outros que afectam uma parte significativa do continente.

Situação no Sahel Africano

João Lourenço manifestou preocupação em relação a situação de instabilidade reinante na região do Sahel Africano, em consequência do vazio do poder de Estado na Líbia.

Esta situação, segundo o estadista, fez surgir um mercado aberto de armas que alimentam diferentes grupos que ameaçam países como o Mali, a Nigéria, o Níger, Burkina Faso, os Camarões e o Tchad.

Apesar do seu elevado grau de gravidade, prosseguiu, a situação em causa não está a ser encarada, pela União Africana, com a firmeza e perspicácia que se impõe, deixando os povos da região mais ou menos entregue à sua própria sorte.

“Esta nossa postura, enquanto africanos, não encoraja obviamente a mobilização dos apoios internacionais de que se necessita para pôr fim a esse flagelo, que a par dos problemas da pobreza e outros, ameaça a segurança de todo continente”, considerou.

Fora de África, João Lourenço abordou, na sua intervenção, as “convulsões e o elevado nível de intolerância” que atinge várias regiões do planeta, o que coloca em risco a paz e a segurança mundiais.

Para suplantar essas tensões, apelou ao diálogo e à observância das normas do direito internacional, o respeito pelas resoluções das Nações Unidas e a busca de soluções conjuntas, no quadro do multilateralismo.

Enquadrou a resolução do conflito Israel-Palestino e outros que “fervilham” no Médio Oriente e na Península Coreana, nesse espírito de diálogo.

Alterações climáticas

Quanto às questões climáticas, o Presidente João Lourenço defendeu a necessidade das nações empreenderem um esforço conjugado para travar, enquanto é tempo, as evidentes alterações causadas pela acção do homem.

Nesta perspectiva, manifestou preocupação pelo facto da reunião do COP-25, recentemente realizada em Madrid, não se ter conseguido alcançar um consenso à volta de um tema “tão sensível e actual como é o da necessidade de se empreender um esforço conjugado de todas as nações do mundo para travar, enquanto é tempo, as evidentes alterações climáticas provocadas pela acção do homem”.

Assuntos Política  

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