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Ministra esclarece drama dos dez órfãos

21 Maio de 2020 | 19h31 - Sociedade

Luanda - A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina de Almeida Alves, esclareceu hoje, em Luanda, a situação dos dez filhos que perderam a mãe no município de Talatona.

  • Faustina Alves, Ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher (arquivo)

Em declarações à imprensa, a governante disse que a  família, entre eles o pai e sete filhos, encontra-se num centro de acolhimento provisório do Instituto Nacional da Criança (INAC), em Luanda.

Adiantou ainda que os bebés gémeos e a irmã mais velha estão sob cuidados médicos no Hospital Municipal do Talatona.

“Já visitamos a família e constatamos que estão bem, contudo estamos a prestar um apoio psicológico ao pai, porque não é fácil estar desempregado e ter um agregado de dez filhos” – disse.

Em entrevista ao Jornal de Angola, o director-geral do INAC, Paulo Kalesi, assegurou que a instituição que representa tudo fará para manter a estrutura familiar e inserir na vida produtiva o progenitor que se mostrou incapaz de cuidar dos filhos.

“A nossa missão é garantir que a família se mantenha unida, acautelar a assistência médica aos recém-nascidos, prestar todo o apoio necessário aos restantes membros e salvaguardar os direitos básicos da criança”, disse Paulo Kalesi.

Salientou que a lei prevê que na ausência de um dos progenitores, o sobrevivente tem o dever e missão de cuidar dos filhos, “mas tendo em conta o estado de vulnerabilidade da família e a condição de desempregado do chefe da família, será inserido num dos projectos de apoio social e em colaboração com a Administração Municipal do Talatona prestar todo o apoio àqueles”.

Paulo Kalesi garantiu ainda que as crianças da mesma família que não estudam, serão inseridas numa escola e as que ainda não têm documentos de identificação, serão registadas.

“Vamos trabalhar em parceria com a Administração Municipal do Talatona, para encontrar um lugar adequado onde a família possa viver, garantindo as condições mínimas de habitabilidade”, disse o director-geral do INAC.