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Grua do Prenda passa à história, após 40 anos

21 Maio de 2020 | 17h39 - Sociedade

Luanda - Quarentena anos depois, a grua dos lotes do Prenda, distrito Urbano da Maianga, foi desmontada, nesta quinta-feira, por técnicos da Gruest - Angola.

  • Grua do bairro Prenda
  • Grua do bairro Prenda

A grua de cerca de 100 metros de comprimento e peso acima de duas toneladas, que serviu de suporte para a construção dos lotes, apresentava corrosão da estrutura metálica.

Abalada a 7 de Junho de 2018 por fortes ventos, que atingiram velocidades superiores a 30 quilómetros/hora e causaram vários prejuízos, a mesma representava perigo para 92 famílias, num total 488 pessoas residentes nos lotes e nas redondezas.  

Diante dos danos, o Governo Provincial de Luanda (GPL) viu-se obrigado a criar uma comissão técnica (quadros do GPL, do distrito da Maianga, da CACL e do Laboratório de Engenharia de Angola), a fim de apresentar solução para a retirada do guindaste.

Dois anos depois das primeiras tentativas, os moradores respiram de alívio, por verem terminado o "pesadelo".

Para a concretização da empreita, a empresa teve que demolir oito residências, para facilitar a montagem de dois guindastes que suportaram a desmontagem da grua obsoleta.

A fim de facilitar o trabalho, que durou cinco dias, o GPL disponibilizou às famílias afectadas 120 mil kwanzas cada, para provisoriamente arrendarem casas.

A empreitada, que incluiu desalojamento, realojamento, movimentação de meios técnicos e outras tarefas, ficou orçada em aproximadamente 50 milhões de kwanzas.

Com a desmontagem da grua, os moradores do lote 21 e os das residências construídas ao redor do guindaste velho vão poder dormir descansados, sem receio de que um dia a mesma venha cair por cima das casas.

Satisfeita com a acção do GPL, Olímpia Raposo, residente há mais de 20 anos na zona, afirmou que a remoção da grua devolve a tranquilidade.

"Quase não pegávamos no sono, temendo que a mesma caísse", expressou a moradora, que apela ao GPL para melhorar o saneamento básico na zona.

A moradora Maria de Fátima contou que havia momentos em que a grua girava com os fortes ventos, provocando calafrios aos moradores. Muitos abandonaram o prédio.

De acordo com Artur Maia, director técnico da Gruest - Angola, foram usadas duas auto-gruas móveis (80 e 120 toneladas) para desmontar a lança principal, o contra peso e a coluna vertical.

Após a remoção da grua, conforme o governador da província de Luanda, Sérgio Luther Rescova, a empreitada entra na terceira fase, que será a limpeza da área (recolha de resíduos sólidos e outros).

Informou que vão continuar a dialogar com a comissão de moradores da área, a fim de criar condições para a reposição das oito residências demolidas.

Sérgio Luther Rescova avançou que o GPL continua a contar com a colaboração dos munícipes, como parceiros principais, para a resolução dos problemas de Luanda.