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Masfamu aborda protecção da criança

13 Fevereiro de 2020 | 12h53 - Sociedade

Luanda - A ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Faustina Inglês, reafirmou hoje, quinta-feira, em Luanda, a necessidade de as crianças beneficiarem, em simultâneo, dos serviços de saúde, educação, registo de nascimento e protecção social.

  • Abubacar Sultan, representante do Fundo das Nações das Unidas para a Infância
  • Faustina Inglês, ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher
  • Participante no Workshop sobre Revisão e Actualização da Proposta da Política Nacional da Primeira Infância em Angola

Ao falar durante um workshop sobre Revisão e Actualização da Política Nacional da Primeira Infância em Angola, a ministra apontou a fuga à paternidade como um dos direitos da criança mais violados, condicionando, em  muitos casos, o progresso e o desenvolvimento na infância.

“Muitos pais pensam que a violência é só sexual, mas cometem-na também através do princípio e do tipo de relação que têm com os filhos, pois as crianças merecem carinho, atenção,  paciência e tolerância”, acrescentou. 

Para a governante, é necessário continuar a assegurar a formação inicial e continuada de educadores e vigilantes de infância e de quadros com outros perfis técnicos, para desenvolver a educação da primeira infância, de forma sustentável, promovendo a sobrevivência, o desenvolvimento e a sua protecção.

Disse estar convicta de que, criando redes de trabalho integrado, de acção colectiva, reforço de sinergias, fortalecimento e coesão de laços sociais, se atingirão os níveis de desenvolvimento integral da criança.

O Masfamu, através do Instituto Nacional da Criança (INAC), em parceria com o Unicef, desenvolveu os fluxogramas e parâmetros de atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência, instrumento que pode reforçar os mecanismos de protecção, no âmbito da actual Proposta da Política Nacional da Primeira Infância.

Segundo o Censo 2014, quase 5 milhões de habitantes, representando 19,3 por cento da população angolana, tem menos de 5 anos de idade.

Angola lançou, em 2011, o desafio de construir uma política nacional para a primeira infância, com a realização do V Fórum Nacional sobre a Criança.

Esta proposta coloca a criança como prioridade absoluta.

Já  o representante do Unicef em Angola, Abubacar Sultan, disse que  se está a trabalhar na incorporação das  acções ligadas ao pré-natal, neonatal, nutrição, imunização  e estímulos precoces, para favorecer o desenvolvimento e sobrevivência da criança.

Afirmou que, em Angola, raramente se encontra uma criança que beneficie de todos os direitos.