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Engenheiro sugere monitoria para prevenir cheias

15 Janeiro de 2020 | 13h19 - Sociedade

Sumbe - A instalação de equipamentos de monitoria e medição dos níveis das águas do Rio Cambongo e do Mar com vista a prevenir as cheias que se registam na cidade do Sumbe, província do Cuanza Sul, em épocas chuvosas, foi sugerida hoje (quinta-feira), o gestor de projectos da China Harbour Engineering Company (CHEC), Miguel Marques.

  • Inundação no Bairro novo periferia da cidade do Sumbe

Os equipamentos permitem que “haja um alerta da subida do nível das águas, quer do rio, quer do mar e desta forma fecharem as comportas das três principais valas de drenagens, bloqueando o retorno das águas para a cidade.”

A sugestão foi apresentada pelo gestor ao governador do Cuanza Sul, Job Castelo Capapinha, que efectuou uma radiografia sobre os pontos críticos da cidade.

Segundo Miguel Marques, a instalação de equipamentos deve ser urgente, associado a trabalhos de manutenção no leito do Rio Cambongo e na sua foz (mar), sendo uma solução de emergência que a CHEC tem e propõe as autoridades locais.

A CHEC é a empresa que desde 2018 efectua obras de requalificação da cidade do Sumbe (macro-drenagem, saneamento básico, estradas), com término previsto para 2022.

Por sua vez, o director do gabinete das infraestruturas e serviços técnicos, Carlos Augusto Armando disse ter sido possível identificar o Bairro Novo e as valas de drenagens da cidade como pontos críticos, por  estarem ao mesmo nível do rio, impossibilitando a drenagens das águas.

Para a solução definitiva das enchentes, o responsável das obras públicas sustentou que “há que se construir comportas nas valas de drenagens das águas para quando se verificar o barramento das águas do rio para o mar fechar-se as comportas e com bombas de sucção retirar-se a águas das valas de drenagem para o rio".

“O rio Cambongo nunca foi desassoreado e precisaríamos de uma draga, bem como efectuar uma correcção do leito”, acrescentou.

Revelou a existência de estudos e projectos (plano urbanístico) para construção de uma nova cidade que deve crescer a partir da centralidade (Quibaúla). “ Agora temos sim é que mobilizar recursos e procurar os investimentos para a execução da mesma”, acrescentou.

A cidade do Sumbe ocupa uma superfície de 520 quilómetros quadrados e tem uma população estimada em 242 mil habitantes.