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Caso Zambiami: Mortes elevam-se para cinco

08 Outubro de 2019 | 17h39 - Sociedade

Luanda - O número de vítimas mortais da explosão de uma caldeira, de fabrico artesanal, a 21 de Setembro, na fábrica Zambiami, em Cabinda, subiu para cinco na madrugada desta segunda-feira.

  • Vítima do incêndio em Cabinda internado na girassol

A última vítima é o angolano Alberto Tembo, que se encontrava internado na Unidade de Cuidados Intensivos (UTI) da Clínica Girassol, em Luanda.

Quatro (dois angolanos e dois chineses), dos 14 trabalhadores atingidos pelo produto que se encontrava na caldeira a hora dos ensaios, morreram, dia 26 de Setembro, não resistindo a gravidade das queimaduras.

Até esta terça-feira, três pacientes, sendo dois em estado crítico (angolanos) e um estado grave (chinês) continuam internados nos Cuidados Intensivos (UTI).

Na Clínica Girassol estão internados seis pacientes, sendo três na UTI (dois angolanos e um chinês) e três na enfermaria (internamento)– todos de nacionalidade chinesa.

Os demais estão internados no Hospital dos Queimados e na Clínica Multiperfil. 

Os pacientes apresentaram-se com queimaduras graves de II e III graus.

Os trabalhadores foram evacuados para Luanda depois de terem sido atingidos pelo produto, derramado em alta temperatura, de uma caldeira artesanal de processamento de alcatrão e betão betuminosa que explodiu na hora dos ensaios.

A explosão ocorreu por volta das 16 horas do dia 21 de Setembro quando se procedia ao teste da referida caldeira.

A caldeira, de fabrico artesanal, tinha cerca de mil metros cúbicos de alcatrão no momento do processamento. A falta de controlo dos procedimentos de segurança provocou a explosão, tendo o produto, a altas temperaturas, atingidos os 14 trabalhadores que assistiam aos testes.

A empresa Zambiami trabalha em Cabinda no ramo da construção civil, há mais de oito anos, e conta com mais de 200 trabalhadores angolanos e 100 chineses, entre engenheiros civis, arquitectos e outros técnicos do ramo.