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Defendida maior participação das mulheres nas comunidades

12 Julho de 2019 | 19h35 - Sociedade

Huambo - A necessidade de haver uma maior participação da mulher no desenvolvimento comunitário e na tomada de decisão, através do fomento do empreendedorismo, foi exigido hoje, sexta-feira, pela gestora de programas da Organização Não-governamental ?Visão Mundial? no Huambo, Glória Miti.

A responsável fez esta recomendação durante o encerramento do seminário de capacitação sobre Empoderamento das Competências Individuais, aberto quinta-feira, com a participação de 300 líderes comunitárias, numa iniciativa do Gabinete provincial da Acção Social, Família e Igualdade de Género, em parceria com esta ONG.

Glória Miti considera ser importante que a participação da classe feminina no processo de desenvolvimento das comunidades seja acompanhada de acções de formação e capacitação, de facilidades no acesso ao crédito bancário e de outras oportunidades para o fomento de pequenos negócios, do auto-emprego e criação de outras fontes de rendimento.

Realçou que a província do Huambo, em particular, dispõem de muitas mulheres com conhecimentos e habilidades empreendedoras, mas, infelizmente, a falta de oportunidade ao crédito bancário e de outros financiamentos tem sido o grande entrave.

Por esta razão, a responsável solicitou ao Estado no sentido de interceder junto aos bancos, para que estes, por sua vez, tornem mais funcionais e abrangentes os programas de cedência de créditos, assim como dos métodos para a criação pequenos negócio.

No encontro, promovido em alusão ao Dia da Mulher Africana, assinalar-se no dia 31 deste mês, Glória Miti fez saber que a Visão Mundial tem realizado acções formativas para a classe feminina, ligadas ao ensino de planificação de um negócio rentável, cuja implantação depende do acesso ao crédito bancário.

Sob o lema “ Empoderar as Mulheres  Africanas  - é construir  uma África Inclusiva e Segura”, evento serviu para desenvolver competências e elevar a capacidade empreendedora da classe feminina, na vertente bíblica e, ao mesmo tempo, identificar a identidade de cada uma delas, para  criação de relações nas comunidades, visando o bem-estar das crianças.

O 31 de Julho foi instituído em 1962, em Dar-Es-Salaam, Tanzânia, por 14 países e oito Movimentos de Libertação Nacional, na Conferência das Mulheres Africanas. Em Angola, a classe feminina assume, cada vez mais, o seu preponderante papel em várias áreas, incluindo na governação.