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Comunicação Social deve ter mais espaços direccionados a criança

08 Junho de 2019 | 14h20 - Sociedade

Luanda - A Secretária de Estado da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ruth Mixinge, destacou neste sábado a necessidade dos órgãos de comunicação social dedicarem mais espaços para abordarem assuntos relacionados com a criança, em todas as suas vertentes.

Segundo a responsável, está escrito em muitos documentos que “se não cuidarmos das crianças o futuro desse país estará ameaçado e temos que cuidar da criança hoje e agora”.

Ruth Mixinge falava no final da marcha de repúdio organizada por jornalistas angolanos alusiva ao dia 4 de Junho, Dia Internacional das Crianças Vítimas Inocentes de Agressão, visando dar voz a todos os meninos e meninas de Angola que não têm protecção e não sabem a quem pedir auxílio.

Enalteceu a iniciativa da comunicação social, do grupo de jornalistas e órgãos da comunicação social que organizaram o evento, que cumpre o 10º compromisso (a criança e a comunicação social) a favor da criança dos 11 assumidos em 2017 pelo país.

Falando em nome da ministra do sector, Faustina Fernandes Inglês de Almeida Alves, a governante lembrou que em 2004 realizou-se no país o primeiro encontro inter-ministerial para reflexão em torno da primeira infância cujo lema foi “tudo se decide antes do cinco anos“.

O lema significa a importância de ser investir na primeira infância, antes da criança nascer, de ser concebida, pelo que referiu ser necessário que se trabalhe as mentes, enquanto adultos, assim como os comportamentos, atitudes e sentimentos para se dizer “não a violência a cada dia contra a criança”.

“Precisamos de humanizar a partir da família, que deve ser a guardiã das crianças, porque a responsabilidade não é só do executivo é também da família, do profissional que está no posto de saúde, que está na escola, nas creches, de todo aquele que se sinta cidadão e comprometido com a causa deste país deve sentir como uma agente de mudança, para denunciar os maus tratos do vizinhos. Não podemos ignorar e nos tornamos insensíveis ao sofrimento da criança”, frisou.

Os 11 compromissos da criança são: "a esperança de vida", " segurança alimentar nutricional", "registo de nascimento", "educação da primeira infância", " educação primaria", " justiça juvenil", " prevenção e redução do impacto do vih/sida nas famílias e nas crianças", "prevenção e mitigação da violência contra a criança", " competências familiares", " criança e comunicação social" e " a criança no orçamento geral do estado".

A marcha silenciosa partiu do Instituto Nacional da Criança (Inac) até ao largo Primeiro de Maio e realizou-se sob o lema “Por um futuro melhor, não à violência contra a criança”.

No final foram igualmente lidas mensagens da Ordem dos Pastores Evangélicos de Angola, do Lar Kuzola, que se fez presente com 100 crianças trajadas com camisolas verdes simbolizando a esperança por dias melhores, assim como um manifesto dos jornalistas.