Angop - Agência de Notícias Angola Press

Famílias do Lubango beneficiam de assistência médica

16 Maio de 2019 | 17h42 - Saúde

Lubango - Cem famílias, de 150 previstas do município do Lubango, na província da Huíla, beneficiaram, de Maio de 2018 a Abril último, do projecto médico de família, denominado "Meu Médico", direccionando a atenção aos cuidados primários de saúde.

O projecto prevê alcançar mais 50 mil famílias das comunas de Chiquaqueia e da localidade de Cavisse II, no município da Cacula, mas existem dificuldades de transporte, já que os médicos voluntários vivem no Lubango.

O projecto visa promover a saúde, prevenir doenças, tratá-las e promover uma vigilância epidemiológica periódica, bem como produzir dados estatísticos e principalmente dados epidemiológicos, cuja estratégia utilizada foi a selecção de 100 famílias no bairro 14 de Abril e as seguiram num período de aproximadamente um ano.

A prioridade recaiu para famílias de órfãs de um ou de ambos os cônjuges, as com mais de quatro crianças menores de cinco anos ou com mais de uma gestante e as com membros portadores de alguma deficiência, pois estes precisam de atenção médica constante.    

A informação foi avançada à imprensa hoje, quinta-feira, pelo coordenador do projecto, o médico Etson Chilanda Mário, quando apresentava os resultados durante a 1ª Conferência de Medicina Familiar e Atenção Primária.

Segundo o especialista, durante o período de observação, as principais doenças diagnosticadas na comunidade estão a malária, com 26%, e as infecções respiratórias graves, com 16%.             

“O nosso projecto consistia em assistência médica, palestras educativas, potencializar as famílias em matérias de como prevenir e promover a saúde. Contamos inicialmente com 20 médicos, dos 30 definidos. Cada um assistiu cinco famílias”, frisou.

Por sua vez, a vice-governadora para o sector político, social e económico, Maria João Chipalavela, considerou que essas preocupações se inscrevem no perfil de formação dos médicos e esteve sempre presente no “triângulo” ensino, extensão e investigação.

“Este desafio assumido por esses bravos e valorosos jovens médicos que, tendo apenas vontade científica, colocaram-se como voluntários no bairro 14 de Abril e começaram uma abordagem de intervenção com as comunidades no domínio da saúde, promovendo a mudança social”, aludiu.

Com essa iniciativa, adiantou, deve-se começar a escrever uma política pública de serviços de saúde comunitária, promovendo a construção da saúda como pedra fundamental para o alcance  do desenvolvimento sustentável.