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UE financia projecto de resiliência e segurança alimentar no sul do país

09 Outubro de 2018 | 15h52 - Sociedade

Ondjiva - Sessenta e cinco milhões de euros é o valor global financiado pela União Europeia, para implementação do Projecto Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional (FRESAN) em Angola.

  • Coordenador Geral da Fresan, Matteo Tonini
  • Encontro entre o Governador do Cunene com uma Delegação da União Europeia

A informação foi prestada, nesta terça-feira, em Ondjiva, durante um encontro entre uma delegação de membros da União Europeia com o governador do Cunene,Virgílio da Ressureição Tyova, que visou apresentar o projecto que será implementado nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe.

Na ocasião, o coordenador da FRESAN, Matteo Tonini, disse pretender-se com o mesmo reforçar a agricultura familiar sustentável nas três províncias mais afectadas pelas alterações climáticas, visando a redução da fome, pobreza e vulnerabilidade das comunidades afetadas pela seca.

De acordo com o coordenador, será executado ao longo dos próximos cinco anos e resulta de um "longo processo de formulação" em conjunto com as autoridades angolanas e parceiros de desenvolvimento de Angola, sob coordenação do Instituto de Cooperação de Língua Portuguesa vulgo Instituto Camões e com acordos de cooperação com agências das Nações Unidas.

Matteo Tonini afirmou com programa  permitirá o "fortalecimento da resiliência e a produção da agricultura familiar num contexto de alterações climáticas", nomeadamente através da "adoção e uso de tecnologias, práticas e soluções inovadoras para reduzir a vulnerabilidade das mulheres e dos grupos mais vulneráveis".

Melhorar a segurança alimentar e nutricional dos agregados familiares, "aumentando o consumo e a disponibilidade de comida mais diversificada e nutritiva", combater a subnutrição nas crianças e reduzir a mortalidade das crianças com menos de cinco anos são os objetivos do projecto.

Acrescentou que o mesmo vai ainda trabalhar em diferentes áreas da agricultura, zootecnia, nutrição, saúde, protecção civil, água e da formação com a instalação de escola de campo, que visa capacitar e dar as condições necessária para que as comunidades consigam voltar no equilíbrio com o ambiente.

Disse que o mesmo ainda não identificou zonas especificas a ser implantadas, pois que caberá ao Governo de cada província identificar as áreas mais vulneráveis e com potencialidades para atingir as metas preconizadas.

Por seu turno, o governador do Cunene, Virgílio da Ressureição Tyova, agradeceu a iniciativa dos parceiros, realçando a necessidade da implementação destes projectos com vista a minimizar as necessidades das comunidades mais vulneráveis e combater a pobreza e as desigualdades.

Manifestou a disponibilidade e engajamento do Governo em cooperar na execução do programa.