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Governante quer mais empenho dos órgãos afíns no combate ao crime no Bié

11 Julho de 2018 | 17h24 - Sociedade

Cuito - O governador do Bié, Álvaro de Boavida Neto, apelou hoje, quarta-feira, aos órgãos de Defesa e Segurança no sentido de redobrarem esforços no combate à criminalidade na província, apesar da insuficiência de meios policiais que contribuem nas acções de patrulhamento e aconselhamento das populações.

  • Governador do Bié, Álvaro de Boavida Neto

O governante reagia à Angop as informações fornecidas pelo comandante da Polícia Nacional no Bié, comissário António Vicente Gimbe, na reunião da situação da segurança pública, realizada segunda-feira última, na qual o mesmo afirma "ter-se registado nessa província, no primeiro semestre de 2018, mil e 162 crimes, mais 206 casos em relação ao igual período anterior e detidos 986 indivíduos por suposta prática de délitos diversos, dos quais 901 homens e 85 mulheres.

Para o governador Álvaro de Boavida Neto, é "alarmante" o aumento da criminalidade nesse período e ressaltou que a "falta de segurança e tranquilidade pública nas comunidades rurais resulta de maus comportamentos por parte de cidadãos de má-fé, daí originado a prática de vários crimes e resistibilidade psicológica e social das famílias".

Realçou a imperiosidade dos órgãos de Defesa e Segurança, apesar da insuficiência de recursos humanos, financeiros e meios de transportes, redobrarem esforços para inverterem o quadro nos próximos tempos.

Para o governador Boavida Neto, os casos de violência doméstica, acidentes, furtos, roubos, burlas, uso excessivo de drogas e violação sexual, vandalização de instituições públicas, religiosas, culturais, desportivas e outros delitos resultam, além da insuficiência de segurança e tranquilidade pública, da falta do hábito de preservar o património no seio das comunidades.

“Alguns cidadãos atribuem culpas ao Governo local, Ministério do Interior e até ao partidos políticos, esquecendo-se que a preservação do património é tarefa de todos, sem olhar em filiação partidária, local de nascimento, nível académico ou social da pessoa”, enfatizou.

Segundo Boavida Neto, a modernidade social “aculturação”, a falta de energia eléctrica, em algumas regiões da província, e desconhecimento das normas jurídicas são, entre outros, factores que estimulam a criminalidade, apelando às instituições religiosas a trabalharem na moralização das famílias.