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Relatório aponta agregados familiares com acesso a água potável

12 Junho de 2018 | 19h11 - Sociedade

Luanda - Em Angola 55 porcento dos agregados familiares têm acesso à água potável , uma taxa bastante baixa, refere o Relatório Social de Angola 2016 lançado hoje, terça-feira, em Luanda.

  • Sistema de fornecimento de água
  • Relatório Social de Angola Lançado pela UCAN

De acordo com o documento, elaborado  por  pesquisadores da Universidade Católica de  Angola  (UCAN) , desta  cifra 67 porcento  são agregados  localizados  em zonas urbanas e 32  porcento em zonas rurais.

O documento refere que de 2015 a 2016, mais de 9%  dos agregados familiares ganharam acesso a fontes melhoradas de água, 10 porcento  destes nas zonas  urbanas  e rurais, respectivamente.

O relatório  adianta que este  resultado é bastante questionável, considerando  o contexto  de crise económica  que o país tem  estado a  viver em função  do qual os programas relacionadas com a água  terem  sofrido  reiterados  e sistemáticos cortes  orçamentais  no mesmo intervalo  temporal , em oposição  ao  crescimento  demográfico da população  que passou  de  25.789.024 em 2014 para  27.509.526 em 2016.

Apesar das  potencialidades de Angola em  recursos  hídricos,  no plano  prático  o Executivo  angolano  ainda  não conseguiu  converte-las  em direitos concretos  da maioria da sua  população  no acesso a água  em quantidade  e qualidade desejável .

O  documento  realça que o  Executivo  propõe-se reverter o quadro, tendo estabelecido a  meta  de  80 porcento  para os agregados  familiares das zonas  rurais  e a de 100 porcento para os  das zonas  urbanas.

 No  âmbito do Programa  Água para Todos,  têm sido  montados  pontos  de água e  pequenos  sistemas  desse líquido precioso em todo o país  para dar  resposta ao défice  de abastecimento no meio  rural.

De acordo com o  Censo  de 2014, os agregados  familiares  que adquirem  água  da rede  pública , chafariz público,  furo com bomba, cacimba ou nascente  protegida consomen água  de fontes apropriadas.

Os dados referem que  apenas 11% dos agregados  familiares  dispõem  de água  canalizada  no  domicilio, enquanto  6% dependem  da torneira  do prédio  ou do vizinho , ligada à rede  pública e 2% dos agregados adquirem  água  do chafariz público.

Contudo  uma percentagem significativa  dos agregados  familiares  do país  ainda  consome  água  proveniente  de fontes  inapropriadas  com destaque  para  os camiões cisternas  ( 10%), cacimbas  desprotegidas  ( 17%) e charcos,  rios  ou riachos  ( 15%), ao contrário de uma percentagem  abaixo de  50% que consome  água vinda  de fontes apropriadas , entre estes 12, 3% dos  furos com bomba e 14,4% de nascentes protegidas.   

O  relatório,  de 303 páginas, está dividido em oito capítulos  e que  aborda assuntos  da participação  política dos cidadãos , perfil  sanitário  angolano, avaliação  dos comportamento dos  principais indicadores educacionais, a problemática  de água e saneamento básico  no país.

Acções levadas a cabo  pelo extinto Ministério da Assistência e  Reinserção Social, no âmbito da política nacional de assistência  social, os tipos  de recursos  naturais, a problemática  dos  sectores  da sociedade civil  e das mudanças  que estão a produzir em Angola e  uma monografia  sobre a pobreza no município de Kalandula em Malange, são outras questões  abordadas  no relatório.