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Angola: Antigos combatentes devem ser mais valorizados - Constantino dos Santos

07 Agosto de 2017 | 17h51 - Sociedade

Luanda - Os antigos combatentes devem ser mais valorizados visto que foram eles os precursores da independência nacional e da preservação da integridade territorial, defendeu nesta segunda-feira, em Luanda, o presidente da Associação dos Antigos Combatentes, Constantino dos Santos.

  • Presidente da Associação dos Antigos Combatentes, Constantino dos Santos

Em declarações à Angop a propósito do 32º aniversario da Associação dos Antigos Combatentes que se assinala a  8 de Agosto, o responsável advogou a regulamentação urgente da Lei do Antigo Combatente (lei 13/12) com vista a sua implementação efectiva.

Para o líder associativo, é necessário que as autoridades de direito realizem acções visando a melhoria das condições de vida desta camada da sociedade, advogando a melhoria das pensões de sangue consideradas de irrisórias e a facilitação do acesso à habitação.

“Nós simplesmente queremos ter um papel mais activo nas acções do Executivo, na melhoria das condições de vida das populações, pois além de ideias temos também conhecimento que pode ser posto ao serviço do país”,  referiu.

Constantino dos Santos reiterou a necessidade dos filhos e netos dos antigos combatentes terem acesso facilitado as diversas  instituições de ensino existentes no  país, assim como a uma maior divulgação da história de Angola.

Questionado sobre o trabalho levado a cabo pela Associação dos Antigos Combatentes ao longo dos 32 anos existência, considerou de positivo, visto ter contribuído na luta por melhores condições de vida, apesar de ser da opinião de ainda haver muito por se fazer.

Disse que ao longo deste período a associação se caracterizou por querer fazer mais em prol dos antigos combatentes, contudo defende a necessidade de se devolver o verdadeiro valor que estes cidadãos merecem.

Constantino dos Santos é de opinião que os antigos combatentes devem divulgar mais acções, com vista a realçarem o papel que desempenharam no processo de luta pela independência de Angola.

Destacou o papel  desenvolvido por esta associação no surgimento da Secretaria de Estado dos Antigos Combatentes a qual evoluiu posteriormente para Ministério dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, do qual se tornou num parceiro privilegiado na resolução dos problemas que afectam esta classe.

A Associação dos Antigos combatentes completa, esta terça-feira, 32 anos da sua existência, sendo actualmente um  interlocutor válido junto das estruturas do Estado na solução dos problemas que afectam os seus associados.