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Angola: INLS vai assumir a responsabilidade do Fundo Global de luta contra Sida

20 Abril de 2017 | 13h40 - Sociedade

Luanda - O director do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas em Angola (PNUD) , Henrik Fredborg Larsem afirmou hoje, quinta-feira, em Luanda, que a sua organização pretende atribuir a responsabilidade da gestão das subvenções do Fundo Global entidades nacionais, neste caso ( Instituto Nacional de Luta contra Sida).

  • Participantes ao Worshop sobre Avaliação das Capacidades para Gestão das Subvencões do Fundo Geral
  • Henryk Larsen, Representante do PNUD em Angola
  • Mamisoua Rangers, Directora do Fundo Global do PNUD

O responsável falava na abertura do workshop sobre “Avaliação das Capacidades Nacionais para a Gestão das Subvenções do Fundo Global” , que decorreu no Instituto Nacional de Luta Contra a SIDA (INLS).

Sublinhou que até 2015, o PNUD fez a transição do papel de principal recipiente do Fundo Global, desde 2003 e è principal recipiente em 45 países, gerindo 3,5 bilhões de dólares americanos em desembolsos, em todos os países onde desempenha este papel.

Acrescentou que por esta razão esse workshop com o INLS e os sub-recipiente pretendem iniciar ao processo de capacitação que visa uma “avaliação das capacidades existentes nas várias áreas funcionais da gestão.  

Disse também que o evento constitui um momento "chave" na parceria e para a evolução da carteira de subvenções do Fundo Global em Angola.

Explicou que o plano consiste no Fundo Global de Luta contra Sida, Tuberculose e Paludismo disponibilizou 30 milhões de dólares americanos para o Projecto “Reforço da Resposta Nacional ao VIH/SIDA”, através PNUD em Angola.

Referiu que o trabalho do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) em VIH e outras áreas da saúde, enquadra-se em reduzir as desigualdades e exclusão social que impulsiona o VIH, promover uma governação eficaz,  inclusiva e contribuir para criar sistemas sustentáveis e resilientes em saúde.

Ressaltou que a estratégias na luta contra o VIH com outros parceiros baseia-se na estratégia nacional da ONUSIDA 2016/2021 “ Aceleração para o fim da Sida”  e estratégia do Fundo Global 2017/2022”, investindo para o fim das epidemias”.

O director frisou também ser importante a implementação do plano, mas para tal precisa-se do compromisso e da participação de todas as instituições envolvidas e de recursos para financiar a implementação do plano.

Realçou que tendo em conta a fase de redacção para o próximo pedido de financiamento do Fundo Global, o PNUD quer discutir com os grupos técnicos de trabalho sobre a necessidade de assegurar um financiamento adequado para o desenvolvimento de capacidades no âmbito da próxima subvenção.

Acrescentou igualmente, que seria importante mobilizar o contributo do Governo e outros parceiros de Desenvolvimento.

O evento contou com a participação da directora geral do INLS, Lucia Furtado, o director nacional do PNUD Angola, Henrik Fredborg Larsen, a coordenadora do Projecto PNUD/Fundo Global, Mamisoa Rangers, bem como representantes das Agências Multilaterais e Bilaterais de Desenvolvimento, das Organizações da Sociedade Civil( OSC), entre outros convidados.