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Saúde necessita mais de 24 mil profissionais

25 Setembro de 2020 | 16h51 - Saúde

Luanda - O país precisa mais de 24 mil profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos de diagnóstico para responder as necessidades dos 253 projectos do sector, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM), revelou hoje, sexta-feira, em Luanda, o director Nacional dos Recursos Humanos do MINSA, João Baptista.

  • Médicos angolanos intensivistas em capacitação na Clínica Multiperfil (Arquivo)

Falando à Angop, à margem acto central do 25 de Setembro, Dia Nacional do Trabalhador da Saúde em Angola, indicou que as províncias com mais necessidades são as de Luanda, Huíla, Benguela e Huambo, por terem um número de população considerável.

Esclareceu que os critérios obedecem o número da população da região, o perfil epidemiológico, as doenças mais frequentes, “pois, onde houver doenças mais frequentes, claro que se vai exigir um investimento ao nível das unidades sanitárias”.

“A distribuição dos profissionais, de acordo com as recomendações da OMS, é em função do número da população e número das unidades de saúde existentes, incorporando o número de cama, o que faz com que se calcule o rácio entre os profissionais e pacientes”, disse.

Frisou que o país não tem condições de admissão desse número de pessoas de imediato.

No entanto, dados MINSA indicam que em 2018 foram admitidos nove mil 120 profissionais e, em 2019, sete mil.  

O número de profissionais da função pública, nesta altura, aproxima-se aos 100 mil.

O Sistema Nacional de Saúde (SNS) e a Rede Sanitária compreendem duas mil 644 unidades sanitárias, nomeadamente 15 hospitais nacionais, 25 hospitais provinciais, 45 hospitais gerais, 170 hospitais municipais, 442 centros de saúde, 67 centros materno-infantis, mil 880 postos de saúde e 37 outras infra-estruturas.

A 25 de Setembro de cada ano comemora-se em Angola o Dia Nacional do Trabalhador da Saúde, data institucionalizada em homenagem ao médico e nacionalista Américo Alberto de Barros e Assis Boavida.

Na manhã do dia 25 de Setembro de 1968, Américo Boavida foi vitimado por um bombardeamento aéreo do exército português à “Base Hanói II” do MPLA, onde se encontrava.

O seu nome é hoje associado a um hospital, situado no Distrito Urbano do Rangel, em Luanda.