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COVID-19: Executivo quer atitudes individuais dignas

20 Março de 2020 | 19h15 - Saúde

Luanda - A ministra de Estado para Acção Social, Carolina Cerqueira, considerou crucial, nesta sexta-feira, pautar-se por comportamentos individuais salutares, com vista a prevenção da entrada e propagação do novo Coronavírus (Covid-19) em Angola.

  • Ministra de estado para Área Social, Carolina Cerqueira

Ao discursar num encontro entre a Comissão Interministerial para a Resposta à Pandemia e a os presidentes das comissões de trabalho da Assembleia  Nacional,  a governante referiu que,  “embora não seja suficiente, tem um peso muito determinante”.

Entretanto, encorajou a sociedade em geral a zelar pelas regras de civismo, comportamento social, solidariedade, partilha, respeito pelas normas e pelas recomendações sanitárias  e de segurança perante este desafio que considera ser da Nação  inteira.    

Carolina Cerqueira apontou como prioridade do Executivo na prevenção contra esta pandemia, os cidadãos, com especial atenção para os grupos de grande risco e os mais vulneráveis, por merecem a solidariedade de todos, por um imperativo moral.

Por esta razão, pede o empenho e colaboração de todos os sectores, sector público e privado, sociedade civil e igrejas. Exortou ainda para a união nesta cruzada que diz ser de todos: do Executivo e da população, para o bem comum dos angolanos.

Frisou que Angola, como os outros países africanos, depara-se com uma grande fragilidade do sistema sanitário  e elevado índice de analfabetismo e pobreza, o que impõe responsabilidades acrescidas na educação da mulher, principal provedora  de assistência às famílias no continente.

Na ocasião realçou que o Executivo está sensível às preocupações dos angolanos e estrangeiros que se encontram nos países onde a TAAG opera, estando a estudar formas para equacionar a questão, em respeito a critérios convenientemente estabelecidos e anunciados oportunamente.

“As características familiares existentes, as muito  numerosas, a socialização destas, a constante mobilidade das populações e concentração populacional de Luanda são factores de risco que têm  merecido atenção particular da comissão (…..)”, sublinhou.

Por seu turno, o presidente da 6ª comissão da Assembleia Nacional, Victor Kagibanga, afirmou que a protecção de saúde pública é um dos deveres  do Estado, contudo os  cidadãos  também  têm  o dever  de participar nas intervenções  de  interesse  para a sanidade dos angolanos.

Ao  intervir no final do encontro, o parlamentar realçou que os  deputados  devem esclarecer, no seu diálogo  com as comunidades, sobre a situação  do Covid-19 e mobilizar a população  para aderir  às orientações  e recomendações  das autoridades competentes  do Estado.

“A Assembleia Nacional tudo fará para apoiar as acções  do Executivo tendentes a reforçar as competências essenciais previstas no regulamento  sanitário  internacional para que o sistema nacional  de saúde possa apoiar a população”, expressou Victor Kagibanga.

Já a ministra da Saúde e coordenadora da Comissão Interministerial para a Resposta à Pandemia, Sílvia Lutucuta, informou oportunamente que, dos sete novos casos suspeitos em análise até quinta-feira, cinco deram negativo, estando-se agora a aguardar  pelos  restantes dois.

Por fim, deu a conhecer que o Executivo Angolano está a trabalhar para conter a especulação dos preços dos produtos de higienização e desinfectação, mormente o álcool gel, o sabão azul, papel higiénico, luvas, máscaras, entre outros afins.