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Comissão Técnica de Luanda de combate às endemias está em Cacuaco

08 Agosto de 2018 | 13h55 - Saúde

Luanda - A Comissão Técnica de Luanda de Combate às Endemias tem as suas atenções viradas ao município de Cacuaco, particularmente, na comuna de Monte Belo, onde está, desde terça-feira, uma equipa multisectorial que está a estudar a água consumida pela população e a sensibilizar a sobre as medidas de prevenção da cólera e malária, com a distribuição folhetos e palestras.

  • Rosa Bessa, Directora do Gabinete Provincial de Sau

Em declarações à Angop, a directora do Gbinete Provincial da Saúde de Luanda, Rosa Bessa, disse que, como é habitual, a reunião técnica provincial foi realizada terça-feira, em Cacuaco, para analisar a situação da malária, cólera e outras preocupações em Luanda.

Orientada por si, como coordenadora da equipa, Rosa Bessa disse que, neste momento, a Comissão Interministerial e o governo provincial de Luanda estão juntos nesta empreitada contra a cólera, pois Luanda notificou de Maio até agora 86 pessoas com diarreia e vómito, dos quais 12 casos confirmados no laboratório, e seis óbitos que ocorreram no início, sendo um domiciliar.

Acrescentou que a reunião, sendo uma orientação do governador Adriano Mendes de Carvalho, à luz do Plano da Comissão Interministerial, decorreu na presença do administrador de Cacuaco, Augusto José, que manifestou a sua disponibilidade em implementar o que for necessário para erradicar a cólera do município.

A cólera é uma doença de transmissão fecal oral que infecta o intestino delgado, causada pelo vibrião colérico, tendo como sintomas vômitos e diarreia que podem ser excessivos, que pode causar a desidratação e também a morte da pessoa infectada.

"O município de Talatona está sob o nosso controlo, mas, neste momento, estamos em Cacuaco, principalmente, em Monte Belo e Kilunda onde existe uma lagoa que a população consome a água, para se cortar a cadeia de transmissão", frisou.

No entanto, apela que, caso uma pessoa tenha com diarreia e vómito, deve começar a hidratação em casa, apesar de não ser suficiente, e deslocar a uma unidade sanitária próxima para ser medicada.

Apelou, também, a necessidade de reforço das devidas precauções em casa, consumindo apenas água fervida ou desinfectada com lixívia, lavar as mãos após usar a casa de banho e os alimentos crus.

Rosa Bessa agradece os técnicos que estão a trabalhar no terreno pela sua dedicação e entrega, exortando um atendimento humanizado, com conselhos sobre o reforço da higiene individual e do meio às populações.