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Quinze novos casos da Doença do Sono registados em 15 dias no país

12 Julho de 2018 | 12h29 - Saúde

Luanda - Quinze novos casos da Doença do Sono (Tripanossomíase Humana) foram diagnosticados do dia 25 de Junho a 10 deste mês, durante o rastreio realizado nas províncias de Luanda, Uíge, Cuanza-Norte, Bengo e Zaire.

  • Equipamento moderno para o diagnóstico da doença do Sono (Arquivo)

Em declarações à Angop hoje, quinta-feira, o chefe de departamento das Operações do Instituto de Comabte e Controlo das Trpanossomíases (ICCT), Paulo Makana, a Campanha  abrangeu as áreas que ficaram de fora na fase passada.

Nestes 15 dias, as equipas móveis do ICCT rastrearam os municípios do Kuimba (2), na sede do Uige (4), na província do Uíge, Quitexe (6),  no Zaire, e Ambaca (3), no Cuanza-norte, enquanto Luanda e Bengo não resistaram casos.

Entretanto, de Janeiro, data em que iniciaram as Campanhas, a 10 deste mês, foram diagnosticados 36 casos contra 18 de Janeiro a Dezembro de 2017.

As províncias rastreadas foram as do Cuanza-Norte (12), Bengo (3), Luanda (4), Uige (14) e Zaire (3), perfazendo 36 casos em seis meses, que implica a continuação e o reforço das campanhas, pois estes dados são preocupantes, segundo o responsável.

Acrescentou que, Neste andar,  se presume que até Dezembro haverá mais casos do que o ano passado, porque a campanha de busca activa vai continuar para a descoberta de pessoas escondidas nas aldeias e daqueles casos que escaparam da vigilância e controlo dos médicos.

"A doença do sono, no seu estágio inicial, a pessoa infectada apresenta alguns sintomas semelhantes à malária, por isso, o reforço da vigilância epidemiológica", sublinhou.

Acrescentou que, neste momento, estão sob controlo médico 94 pessoas com a doença.

Paulo Makana anunciou que a Campanha prossegue, porque podem ter escapado alguns casos, pois, por vezes, muitos habitantes, na hora do rastreio, encontram-se nas lavras.

Para as campanhas de rastreio, o ICCT tem contado com o apoio das comunidades na luta anti-vectorial, na colocação de armadilhas para a captura da mosca tsé tsé.

Para o responsável, o facto desta doença ser uma endemia complexa, de tal modo que a presença de um doente ou de moscas tsé tsé é suficiente para alcançar um número elevado de enfermos,  o ICCT vai  continuar com as campanhas de rastreio, com o objectivo de reduzir o número de doentes e cortar a cadeia de transmissão.

A nova estratégia de combate à doença, com testes rápidos e através da Biologia Molecular, que consiste na detecção rápida do ADN do tripanossoma no sangue, com a introdução um novo modelo de microscópio florescente, está a facilitar o diagnóstico da doença.

“A implementação destas técnicas faz parte de um projecto que está a ser financiado pela Fundação Internacional para Inovação de Novos Diagnósticos”, para ajudar Angola a combater a Doença do Sono”, frisou.

Assim, apela ao apoio dos administradores municipais e da população que reside nas zonas onde vão as equipas móveis do ICCT no sentido de aderir as campanhas, pois a assistência é gratuita e consta das prioridades do Executivo angolano, visando a eliminação da doença do sono até ao ano 2020