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Angola: Hospital pediátrico recebe bens alimentares do Minfamu

15 Março de 2017 | 13h18 - Saúde

Luanda - Um lote de bens alimentares e fraldas descartáveis foi entregue, quarta-feira, em Luanda, ao hospital pediátrico "David Bernardino" pela Secretária de Estado do Ministério da Família e Promoção da Mulher, Victória Francisco da Conceição.

  • Secretária de Estado do MINFAMU, Victória Francisco da Conceição entrega bens alimentares ao hospital pediátrico
  • Victória Francisco da Conceição - Secretária de Estado do Ministério da Família e Promoção da Mulher (Minfamu)
  • Victória do Espírito Santo - Directora Clínica do hospital Pediátrico de Luanda

Os bens foram entregues no final da visita que a responsável efectuou, a frente de uma delegação do Minfamu, com objectivo de constatar o funcionamento da instituição tendo percorrido os cuidados intensivos e o centro de diagnóstico.

A responsável fez saber que a visita insere-se na jornada do Março Mulher e no âmbito do comité técnico nacional de programa de prevenção de mortes maternos, que prevê a realização de encontros para influenciar positivamente no sentido de se puder dirimir as várias dificuldades.

Frisou que no local aproveitaram para incentivar a equipa da unidade sanitária que se propõe atender os pacientes, facto que a deixou satisfeita porque pode constatar que os técnicos transformam os problemas em solução, assente na humanização e carinho que têm estado a oferecer aos utentes.

Por seu turno, a directora do hospital, Victória do Espírito Santo, fez saber que mais de sete crianças são atendidas diariamente no centro de diagnóstico por ingestão de objectos estranhos que põem em risco a vida do paciente.

Em declarações à imprensa, referiu que esses casos implicam uma situação de gravidade quando os objectos vão para o pré-respiratório e devem ser retirados com a máxima urgência, porque obstrui a passagem do ar para o pulmão.

A responsável fez saber que os objectos mais comuns são as moedas, pilhas de relógios, chaves, alfinetes, botões, brincos, caroços de frutas, espinhas de peixe e parafusos.

Chamou a atenção das mães à redobrarem o controlo das crianças, alertando para o perigo dos objectos ingeridos principalmente as pilhas de relógios porque contêm ácido que corrói a zona onde fica alojada e provoca uma fístula entre o esófago e a traqueia, que provoca a morte.

“Em casos de ingestão de objectos estranhos procurem com urgência o hospital pediátrico e não um centro de saúde”, alertou.

Considerou ter havido uma redução na taxa de mortalidade por malária, entre 40 crianças internadas duas perdem a vida.

Fez saber que depois da malária, as outras preocupações são a pneumonia (que é o aparecimento de líquido no pulmão que tem de ser drenado), a asfixia neo-natal (em partos feitos nos centros e em casa e que chegam ao hospital pediátrico em estado grave), bem como as cardiopatias.