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ONU apoia Angola na eliminação da discriminação contra seropositivos

07 Dezembro de 2017 | 13h15 - Saúde

Luanda - A Organização das Nações Unidas (ONU) comprometem-se em apoiar Angola na tomada de acções multissectoriais coordenadas para eliminar a discriminação contra as pessoas que vivem com vih/Sida.

  • Paolo Balladelli, Representante da ONU em Angola

Esta afirmação é do coordenador residente das Nações Unidas em Angola, Paolo Balladelli, quando intervinha hoje, quinta-feira, no 1º whorkshop de reflexão sobre estigma e discriminação nos direitos humanos, numa iniciativa  da União Europeia, Onusida e Ansaso.

O responsável  reconheceu que a discriminação no âmbito do vih/sida é um obstáculo para se alcançar os objectivos de desenvolvimento sustentável.

 Neste contexto, a ONU têm apoiado  Angola em acelerar as prioridades  da declaração política de 2016 sobre o VIH e direitos humanos, através da redução de  novas infecções em adolescentes, redução do estigma e discriminação, mitigação  do impacto entre populações chave  e em melhorar a comunicação e a coordenação  de uma resposta multissectorial.

 Paolo Balladelli referiu que algumas modalidades  de estigma e discriminação  têm a  ver com o auto-estigma ou estigma internalizado, onde o medo de descriminação destrói a vontade em procurar assistência e tratamento  médico, sentimento de vergonha e silêncio.

 Considera que o silêncio  é uma evidência  deste tipo de estigma e limita o acesso aos serviços e ao teste ou tratamento à qualidade  de vida.

 “ Em homens que têm sexo com homens a depressão associada a sentimentos de auto-estigma, pode determinar sérios obstáculos de acesso ao teste”, reforçou.

 Salientou que o estigma governamental existe quando um país  tem leis,  regras e políticas  que reforçam o estigma sobre o VIH/Sida.

 A criminalização de pessoas com VIH/Sida em mais de 100 países é responsável do aumento de pessoas infectadas ou sem acesso ao tratamento, sendo  frequente no uso de drogas e trabalho sexual.

 Explicou que o estigma, no sistema de saúde, é responsável pela baixa informação de prevenção, falta de ou mau aconselhamento e limitações no acesso ao teste e ao tratamento.  Estas atitudes pouco humanistas,  frequentemente, associadas à ignorância por defeitos de formação e informação dos agentes de saúde, devem ser tratadas radicalmente pelo estado, porque determinam violações de direitos humanos e o alastramento de epidemias.

O whorshop, que aborda entre outros temas o contexto de Angola sobre o estigma e discriminação nos direitos humanos, visa sensibilizar sobre o estigma e discriminação na perspectiva dos direitos humanos em questões  relacionadas à  equidade, género,  justiça social, empoderamento  dos indivíduos  e dos grupos minoritários.