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Enfermeiros recomendam pagamento de subsídios à classe

07 Dezembro de 2017 | 18h54 - Saúde

Malanje - A efectiva cobertura dos serviços de saúde ao nível das zonas rurais não tem sido atingida devido à escassez de técnicos nas referidas localidades, daí que os enfermeiros recomendaram, quarta-feira, nesta cidade, o pagamento dos subsídios de periferia, de isolamento e outros, bem como a garantia de alojamento e transporte, visando ultrapassar essa problemática e melhorar a assistência sanitária nas zonas recônditas.

A recomendação saiu do IV Encontro Nacional de Reflexão sobre a Qualidade de Assistência de Enfermagem em Angola, que recomendou ainda a criação, no prazo de 90 dias, de uma comissão nacional para revisão do regime jurídico de carreira de enfermagem, por estar desajustada à realidade do país.

A realização de um encontro nacional de recursos humanos para a análise do real número de enfermeiros e consequente distribuição pelo país, requalificação dos serviços de supervisão de enfermagem e a harmonização dos procedimentos de enfermagem, figuram igualmente das recomendações do encontro.

Paralelamente, os delegados ao IV encontro nacional recomendaram a avaliação do grau de cumprimento do Plano Nacional de Desenvolvimento do Sector da Saúde, enquanto instrumento de gestão e projecção de acções futuras.

Entretanto, ao discursar no acto de encerramento, em representação da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, o secretário de Estado da saúde, Valentim Matias, reconheceu o papel dos enfermeiros, afirmando que esta classe constitui a mais importante na cadeia de assistência primária, secundária e terciária dos pacientes.

Por outro lado, pediu uma profunda análise do perfil de saída dos enfermeiros formados pelas distintas instituições de ensino do país, ao mesmo tempo que solicitou esforços conjunto para uma formação com mais qualidade, para melhorar a cobertura da assistência à população, com enfoque para crianças e mulheres grávidas, elevando-se a esperança de vida dos angolanos.

Por sua vez, o bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Angola (ORDENFA), Paulo Luvualu, exortou para uma postura mais assente na humanização, responsabilidade e entrega no atendimento aos doentes nas unidades sanitárias.

O encontro, que foi promovido pela Ordem dos Enfermeiros de Angola (ORDENFA), decorreu sob o lema Proliferação de escolas de enfermagem: custos e benefícios para a classe/profissão de enfermagem e a sociedade angolana" e contou com a participação de enfermeiros e responsáveis de instituições de ensino de nível médio e superior das 18 províncias do país.

Estiveram em debate durante dois dias, temas como a qualidade da assistência de enfermagem em Angola: causas e consequências, dimensionamentos dos profissionais de enfermagem, perfil dos estudantes de ciências de enfermagem, política nacional de desenvolvimento de recursos humanos e outros.