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Centralidade do Capari com três mil apartamentos desabitados

12 Julho de 2019 | 18h55 - Reconstrução Nacional

Caxito - Cerca de três mil apartamentos, que se encontram desabitadas na Centralidade do Capari, município do Dande, província do Bengo, serão entregues nos próximos tempos aos clientes, informou hoje, sexta-feira, o director comercial da Imogestin, Gilberto Monteiro.

  • Uma das centralidades construídas no país

Em declarações à imprensa, à margem da visita da ministra do Urbanismo, Ordenamento do Território e Habitação, Ana Paula de Carvalho, a província do Bengo, o responsável explicou que mil e 600 habitações, das mais de quatro mil construídos, foram já entregues até a presente data pela sua instituição aos inclinos.

Neste momento está em estudo um plano com o Ministério do Urbanismo, Ordenamento do Território e Habitação para dar continuidade do processo de entrega das moradias desocupadas, além do levantamento que está a ser feito dos apartamentos vandalizados.

Por sua vez, a governadora provincial do Bengo, Mara Quiosa, disse que a Centralidade do Capari apresenta alguma preocupação, na medida em que se debate com a carência dos serviços sociais básicos, nomeadamente estabelecimentos comerciais, posto de saúde, esquadra policial e escola primária.

Enquanto estes serviços não forem construídos, o Ministério decidiu entregar temporariamente um edifício para instalação de um posto de saúde para assistência médica e medicamentosa da comunidade do Capari, bem como de um posto policial para acomodar os efectivos e garantir a ordem, segurança e tranquilidade pública da localidade.

Disse que vai receber nos próximos tempos do Ministério do Urbanismo, Ordenamento do Território e Habitação os espaços que estavam reservados para construção dos equipamentos sociais, com destaque para escolas, centro de saúde, esquadra policial e estabelecimentos comerciais (lojas e mercado).

Sobre os 200 fogos do município do Ambriz, também visitados pela ministra do Urbanismo, Ordenamento do Território e Habitação, a governadora do Bengo disse que já há disponibilidade financeira para reiniciar as obras e para poder concluir algumas residências paralisadas desde 2015, assim como as suas infra-estruturas sociais.