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Casas sociais serão redistribuídas

07 Fevereiro de 2019 | 18h53 - Reconstrução Nacional

Mbanza Kongo - As casas sociais inseridas no projecto "200 fogos habitacionais", que ao nível da província do Zaire foram distribuídas de forma incorrecta e algumas em estado de abandono serão desapropriadas e redistribuídas a famílias necessitadas.

  • Ana Paula de Carvalho, Ministra do Ordenamento do Território e Habitação

Assim determinou hoje, quinta-feira, em Mbanza Kongo, a ministra do Ordenamento do Território e Habitação, Ana Paula de Carvalho, que concluiu uma visita de trabalho de 48 horas à província.

Segundo a governante, muitos beneficiários destas residências nem sequer vivem nos quatro municípios contemplados com estes projectos, nomeadamente Nzeto, Cuimba, Tomboco e Nóqui.

Em declarações à imprensa, a ministra disse ter solicitado ao governo local a apresentação do relatório do grau de execução física deste projecto de âmbito nacional.

Este plano começou a ser implementado no Zaire em 2012 e previa a construção de 800 fogos habitacionais, 200 em cada um dos quatro municípios contemplados.

Segundo a ministra, informações preliminares recebidas das autoridades locais apontam para acima dos 50 por cento o grau de execução deste projecto nos municípios do Nzeto, Cuimba, Nóqui e Tomboco.

Prometeu enviar, em breve, uma equipa técnica ao Zaire para trabalhar com as autoridades governamentais locais no levantamento do número de casas já concluídas e distribuídas a eventuais beneficiários, assim como outras sem contrato, inacabadas e em estado de abandono.

Avançou que, as casas inacabadas poderão ser comercializadas a cidadãos interessados que as poderão concluir com fundos próprios, devendo, o sector, encarregar-se na colocação de  infra-estructuras de água e energia eléctrica e arruamentos.

Durante a sua estada em Mbanza Kongo, a ministra inteirou-se do projecto de construção da centralidade desta cidade, do funcionamento dos departamentos afins e visitou locais e sítios históricos desta localidade inscrita da lista do Património Mundial.

Manteve também um encontro de trabalho com membros do Comité de Gestão Participativa do Centro Histórico local onde foi abordada a problemática da elaboração do regulamento urbano, uma das exigências da UNESCO para a inscrição deste sítio.

A governante fez-se acompanhar por técnicos do seu pelouro.