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CACL penaliza proprietários de obras paralisadas

16 Maio de 2018 | 17h54 - Reconstrução Nacional

Luanda - Os proprietários de obras paralisadas e espaços públicos vedados por longos prazos no município de Luanda vão ser penalizados pela Comissão Administrativa da Cidade Luanda (CACL), pelo facto de retirarem dignidade à imagem da urbe.

  • Proprietários de obras inacabadas serão penalizados
  • Visita de campo da presidente da CACL, Maria Antonia Nelumba

Em declarações à imprensa, após visita de constatação no distrito urbano da Maianga, a presidente da CACL, Maria Antónia Nelumba, disse que tal comportamento tira a estética da municipalidade.

A responsável avançou que nas empreitadas de responsabilidade dos distritos, orientou as administrações para procurarem os empreiteiros e inteirarem-se dos motivos das paralisações, no sentido de encontrarem melhores formas para ultrapassarem o impasse, referindo que as licenças de construção e tapumes têm tempo de validade.

Para as de âmbito provincial, referiu que junto do Governo Provincial de Luanda (GPL), vai se levar os problemas, no intuito do organismo os resolver, tendo frisado que têm conhecimento que algumas estão paralisadas por falta de financiamento, mas que outras podem ser melhoradas.

Durante a visita, Maria Antónia Nelumba constatou o estado de algumas vias do distrito, funcionamento das administrações do distrito e dos bairros, bem como centros de saúde.

A vala do bairro Catinton e a lixeira da Paviterra junto de residências mereceram também a atenção da gestora da CACL.

Esteve também na ordem da jornada de campo o encontro com as comissões de moradores, no qual Maria Nelumba pediu a colaboração dos munícipes, no sentido de ajudarem os administradores a resolverem os constrangimentos, visto que as dificuldades não devem ser vistas como da administração, mas da comunidade.

O distrito, cuja denominação histórica provém da existência de duas cacimbas (Maianga do Rei e Maianga do Povo), tem a sua sede no bairro do Prenda, zona do Cassenda.

No âmbito da desconcentração administrativa, ocupa uma posição estratégica na vertente económica e política na província de Luanda.

A localidade confina-se a Norte com os distritos urbanos da Ingombota e Rangel, a Sul com a Samba e a Leste com o Kilamba Kiaxi e possui uma população estimada em 852 mil e 571 habitantes.