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João Lourenço - Três anos de governação

25 Setembro de 2020 | 13h45 - Política

Luanda - O Presidente da República, João Lourenço, assinala, este sábado (26), o terceiro ano do seu mandato de cinco anos, marcado pelo forte impacto negativo da Covid-19 na economia angolana, em particular, e na sociedade, em geral.

  • Presidente da República, João Lourenço, saudando a população por altura da sua investidura
  • Investidura do Presidente da República, João Lourenço
  • Investidura do Presidente da República, João Lourenço
  • Presidente da República, João Lourenço, por altura do seu primeiro discurso, após a investidura no cargo

(Por Elias Tumba, editor-chefe da ANGOP)

O Chefe de Estado assumiu o poder a 26 de Setembro de 2017, em substituição de José Eduardo dos Santos, na sequência das quartas Eleições Gerais e democráticas do país.

João Lourenço foi investido no cargo pelo então Juiz Conselheiro Presidente do Tribunal Constitucional, Rui Ferreira, durante uma cerimónia solene em que vincou, de forma clara e contundente, as principais linhas da sua estratégia de governação.

"Para corresponder à grande expectativa criada em torno da minha eleição e a confiança renovada no MPLA, governarei usando todos os poderes que a Constituição e a força dos votos dos cidadãos expressos nas urnas me conferem", exprimiu, à epoca.

No começo do novo ciclo político, o terceiro Presidente da República de Angola afirmou que a Constituição seria a sua "bússola de orientação e as leis o critério de decisão", tendo, na altura, reassumido o compromisso de executar as suas promessas eleitorais.

Para tal, prometeu implementar "políticas públicas que vão ao encontro dos anseios dos cidadãos e com uma governação inclusiva, que apele à participação de todos os angolanos, independentemente do seu local de nascimento, sexo, língua materna, religião, condição económica ou posição social".

Nota de realce é que João Lourenço assumiu os destinos da nação num cenário macro-económico bastante adverso, tendo como desafios prementes e inadiáveis a recuperação e diversificação da economia nacional, bem como a manutenção da estabilidade política.

O Chefe de Estado tinha pela frente uma tarefa difícil, do ponto de vista político, económico, social e até diplomático. O país que acabava de "herdar" estava quase "no fundo do poço". Cabia-lhe, pois, pôr em prática as principais promessas eleitorais: combater a corrupção, fortalecer o Estado democrático e de direito, diversificar a economia e melhorar as condições de vida da população.

Desde logo, assumiu o compromisso de governar para todos os angolanos, tendo afirmado que, ao longo do mandato, o Executivo iria "procurar fixar a taxa de inflação em limites aceitáveis e controláveis".

Para os cinco anos de mandato, advertiu que adoptaria políticas que obrigariam a imposição de regras rígidas de política cambial e fiscal, e apostaria no reforço dos sistemas de controlo de actos ilícitos que pudessem descredibilizar o sector financeiro e bancário, dentro e fora do país.

Segundo disse o Presidente angolano, no seu discurso de posse, o crédito à economia estaria de acordo com as necessidades dos agentes económicos, com foco para a diversificação da economia, a redução drástica das importações e a aposta nas exportações.

Foi com estas e outras previsões que João Lourenço, nascido no Lobito, província de Benguela, aos 5 de Março de 1954, começou um mandato histórico, "repleto" de  obstáculos, principalmente impostos por fortes grupos económicos que constituíram monopólios com fundos públicos.

Volvidos três anos, o Chefe de Estado continua a vincar a sua determinação de combater os males que enfermaram o país, liderando um árduo combate contra várias figuras envolvidas em actos de corrupção, peculato, branqueamento de capitais e outros crimes financeiros.

Importa realçar que o Presidente assinala o terceiro ano de mandato num cenário de grandes dificuldades económicas e profundos problemas sociais, derivados da pandemia da Covid-19.

Este terceiro ano de governação de João Lourenço resume-se, essencialmente, numa quase total paralisação dos sectores vitais e estratégicos do país, sobretudo da economia.

Trata-se de uma realidade semelhante à de dezenas de Estados, incluindo os do primeiro Mundo, que se ressentem, de forma notória e inequívoca, do impacto da Covid-19, cujos números já apontam para mais de 31,9 milhões de infectados e mais de 978 mil mortos.

Apesar das contrariedades, João Lourenço mantém-se firme em realizar as promessas eleitorais e devolver a esperança aos angolanos, pese embora as incertezas trazidas pela Covid-19, que fez aumentar a taxa de desemprego, baixar a produção industrial, agrícola e as receitas públicas.

No âmbito desta efeméride (26 de Setembro), a ANGOP traz um balanço das principais realizações do Executivo, concretizadas entre 2017 e 2020, e projecções do que poderão, eventualmente, vir a ser os dois derradeiros anos do primeiro mandato do Presidente angolano.

Entre em contacto com os textos, nesse Especial 3 Anos de João Lourenço.