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Agostinho Neto é marca indelével da política angolana

26 Setembro de 2020 | 14h34 - Política

Luanda - Agostinho Neto marca indelevelmente a política angolana e é o ponto de partida da evolução desta, tendo proclamado a independência de Angola em 11 de Novembro de 1975.

Esta afirmação é da vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, quando discursava este sábado, na abertura da mesa-redonda sobre a dimensão política e cultural de Agostinho Neto, que decorre sob a égide do partido maioritário.

A actividade celebra e rememora a vida e obra do presidente fundador da nação angolana, 41 anos depois do seu desaparecimento físico.

A mesma configura o seu legado histórico, que deve ser promovido sempre para estudo e conhecimento das novas gerações, a fim de aprenderem sobre a bravura dos heróis nacionais, entre os quais destaca-se Neto.

De acordo com a dirigente, Agostinho Neto é uma das maiores figuras de capital importância da história angolana da segunda metade do século XX.

Na sua óptica, o antigo presidente mostrou-se ideologicamente um progressista, inteligente, carismático e determinado, na luta para a independência do seu país, que tanto amou, em companhia de seus homens de trincheira.

"No seu percurso histórico, para além da sua dimensão humanista e revolucionária, tem as impressões digitais em vários domínios da vida do pais, como por exemplo na cultura, saúde, educação e economia, sem olvidar o seu olhar que o coloca como  um dos expoentes máximos e imprescindíveis para a história das ideias políticas angolanas”, salientou.

Para si, Agostinho Neto é um dos autores africanos mais traduzidos e estudados nas universidades do mundo, com destaque para a universidade de Roma Tre, em Itália, a do Porto (Portugal), onde é baptizado com uma cátedra de estudo, e outras na Nigéria, no Brasil e nos Estados Unidos da América.

A mesa-redonda conta com prelecções de Rosa Cruz e Silva, Roberto de Almeida, Jomo Fortunato e Cornélio Calei.