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Covid-19 provoca redução da actividade petrolífera

16 Setembro de 2020 | 16h17 - Política

Luanda - A redução da actividade de perfuração, cujos prejuizos financeiros ainda estão por quantificar, é uma das consequências do impacto da Covid-19 sobre o sector petrolífero em Angola.

O facto foi anunciado esta quarta-feira, em Luanda, pelo porta-voz da Associação das Companhias de Exploração e Produção de Angola (ACEPA), Andre Kostelnik, a saída de uma audiência com o Presidente da República, João Lourenço.

O também director-geral da Exxon Mobil em Angola sublinhou que "a situação impediu outras opurtinidades de investimentos", reiterando que, nesta altura, o impacto da pandemia sobre a indústria do crude ainda não se pode quantificar.

Segundo Andre Kostelnik, o futuro da actividade petrolífera em Angola não foge da situação mundial nesse segmento e a retomada da sua exploração acontecerá a medida que a economia for crescendo a nível global.

Assumiu-se “o compromisso de continuar a trabalhar em conjunto, tal como no passado, a fim de se encontrar soluções e, por via disso, trazer mais investimentos para Angol no futuro", disse o gestor.

O encontro do Presidente João Lourenço com representantes de companhias petrolíferas que operam em Angola, abordou também os desafios emergentes que a pandemia da Covid-19 está criar à população.

Assistiram à audiência o mnistrio dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, e o presidente do Conselho de Administração da Sonangol,

Integram a Associação das Companhias de Exploração e Produção de Angola (ACEPA) as companhias Total, Chevron, Esso, ENI, BP, Exxon Mobil e Somoil.

Produção petrolífra em Angola

Em Agosto último, Angola registou uma produção na ordem de 1,2 milhões de barris de petróleo por dia, mais 24 mil face a Julho, segundo o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Com isso, o país manteve a posição de segundo maior produtor de África a Sul do Sahara, atrás da Nigéria, mais de 1,4 milhões de barris/dia.

O sector petrolífero representa mais de metade das exportações totais angolanas e cerca de 80 por cento das receitas fiscais.

No período de 2019 a 2025, no quadro da Estratégia Geral de Atribuição de Concessões Petrolíferas, estarão em cuncurso público 49 concessões de hidrocarbonetos, para exploração, pesquisa, desenvolvimento e produção.

Aprovada a 18 de Fevereiro de 2019, pelo Presidente da República, João Lourenço, a referida Estratégia responde ao declínio natural na produção de crude em Angola.

A pandemia da Covid-19 atingiu a procura de petróleo devido às restrições de circulação e redução das viagens, o que causou uma queda do consumo mundial do produto.

Entre outras, operam em Angola empresas Total, Chevron, Cobalt, ENI, Exxon Mobil, Petrobras e Tullow.

A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) é a concessionária nacional, com atribuições específicas de regular, fiscalizar e promover a execução das actividades petrolíferas no domínio das operações e contratação.

Actualmente existem em Angola mais de 10 blocos de exploração de petróleo.