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Itália: Diplomata lamenta morte de historiador

13 Janeiro de 2020 | 23h22 - Política

Roma - A embaixadora de Angola em Itália, Maria de Fátima Jardim, manifestou segunda-feira, em Roma, pesar e consternação pela morte do político, jornalista e historiador italiano Mario Albano, ocorrida no último sábado, por doença.

Numa mensagem de condolências à viúva do malogrado a que Angop teve hoje acesso, Maria de Fátima Jardim refere que  o professor Mario Albano foi um activo partícipe na luta histórica pela libertação e emancipação dos povos africanos, em particular dos países de língua portuguesa.
 
Com a sua morte, acrescenta a diplomata, Angola perde um amigo, que - com outros internacionalistas italianos - ajudou a divulgar, além-fronteiras, os ideais de liberdade e independência de Agostinho Neto, com quem conviveu tanto em Itália como em Angola.
 
Mario Albano publicou vários artigos, ensaios em diversos jornais e revistas italianas, e ensinou história africana e antropologia em Universidades de Luanda, Paris e Havana.
 
Em 1972 publicou uma antologia sobre a luta anti-colonial, para três anos depois lançar um livro sobre as “zonas libertadas de Angola” e um ensaio sócio económico sobre o então regime do apartheid da África do Sul.
 
Em 2010, em Roma, a  Fundação Agostinho Neto distinguiu-o com um diplomata de membro honorário da instituição pelo seu apoio à liberdade e independência do povo angolano.
 
Mario Albano nasceu a 11 de Agosto de 1948 na província de Pescara e faleceu em Montepulciano, região da Toscana, local onde se cremado na quarta-feira.