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Forças Armadas Angolanas celebram 28 anos de existência

08 Outubro de 2019 | 21h33 - Política

Luanda - As Forças Armadas Angolanas (FAA) celebram quarta-feira, 9 de Outubro, 28 anos da sua criação, dezassete dos quais dedicados à defesa da paz e da democracia, aliada a missões de pacificação no estrangeiro e humanitárias, incluindo saúde.

  • Desfile de efectivos das FAA

Nessa data, ao abrigo dos Acordos de Bicesse, as ex-Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA) e as extintas Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA) fundiram-se, em 1991, num Exército Nacional único, dando origem as Forças Armadas Angolanas (FAA).

O processo de criação das FAA teve início tão logo entrou em vigor o cessar-fogo e, conforme os Acordos de Bicesse, envolveu o período de formação de quadros, que terminou com a extinção formal das FAPLA e das FALA, cuja declaração foi feita em 27 de Setembro de 1992.

Com o acto, foram empossados, no dia seguinte, os generais João Baptista de Matos, pelas FAPLA, e Arlindo Chenda Pena “Ben Ben”, pela Unita.

Como as outras forças armadas regulares e modernas do mundo, as FAA são constituidas por três armas: o Exército, a Força Aérea e a Marinha de Guerra.

Ficou definido que as primeiras tropas atribuídas à Força Aérea e à Marinha deveriam ser fornecidas pelos ramos afins das FAPLA, tendo em conta que as FALA, vocacionadas à guerrilha, não possuíam tais unidades.

As FAA, no quadro do seu processo de reedificação, apostaram na formação dos seus quadros, no país e no exterior, para ganhar tempo, enquanto se vão adequando as instituições de ensino às exigências dos desafios do presente e do futuro.

No âmbito da modernização que se pretende nas FAA, o Estado Maior General tem sido criterioso na selecção de novos efectivos para o Exército Nacional, tentando levar para as suas fileiras o melhor da juventude.

Passados 28 anos, marcados pela implementação do processo de reestruturação e modernização, no âmbito da sua reedificação, as FAA participaram na reabilitação das infra-estruturas sociais imprescindíveis para a vida das populações, nomeadamente na construção e reconstrução de pontes.

Participaram na desminagem e reabertura de estradas, nas campanhas de alfabetização e vacinação, na assistência médico-medicamentosa, e contribuíram para a sensibilização e educação das comunidades sobre os perigos das calamidades naturais e das doenças sexualmente transmissíveis.

O acto central do dia da criação das FAA é realizado, este ano, no município do Ambriz, província do Bengo.