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ACNUR inicia repatriamento para RDC

09 Outubro de 2019 | 18h31 - Política

Dundo - O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) iniciou, hoje, quarta-feira, o repatriamento voluntário e organizado dos cerca de cinco mil refugiados da República Democrática do Congo (RDC), assentados no campo do Lóvua, Lunda Norte, desde Maio de 2017.

  • Regresso dos refugiados da RDC

A partida do primeiro grupo, um total de 221, foi testemunhada pelo secretário de Estado para Acção Social, Lúcio do Amaral,  e pelo vice-governador para o sector Social, Politico e Económico da Lunda Norte, Deolinda Vilarinho.

Estão disponíveis para o processo, que deve durar dois meses, 11 camiões, sendo cinco para o transporte de pessoas e seis para cargas, para além de viaturas especiais para mulheres grávidas, idosos, crianças e portadores de deficiência.

Uma ambulância com fármacos e técnicos de saúde, bem como um número considerável de efectivos da Policia Nacional garantem assistência médica e segurança dos refugiados durante o percurso até a fronteira de Nachiry.

De acordo com o representante interino do ACNUR em Angola, Wellington Carneiro, foram criados dois centros de trânsito ao longo da fronteira para os refugiados repousarem e posteriormente serem transportados as suas zonas de origem na RDC.

O ACNUR assegura cerca de 120 dólares norte-americanos e 20 mil francos congoleses para a reintegração socioeconómica de cada refugiado.

No repatriamento voluntário e espontâneo regressaram a RDC 14 mil e 724. Deste número, três mil e 772 são homens, sete mil e 974 crianças e dois mil e 978 mulheres, dos 18 mil e 800 previstos.

O repatriamento voluntário teve início a 19 de Agosto quando um grupo de refugiados decidiu unilateralmente regressar ao país de origem.

O total de cidadãos da RDC na altura acolhidos em Angola, na província da Lunda Norte, em particular, atingiu os 35 mil. Destes, 23 mil e 684 foram acolhidos no campo de refugiados do Lóvua, enquanto os restantes 11 mil e 316 estavam distribuídos pelas comunidades da província.

A migração destes cidadãos derivou da violência generalizada causada por tensões políticas e étnicas na República Democrática do Congo (RDC), em Maio de 2017.