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Burla Tailandesa: Réus conhecem penas terça-feira

15 Abril de 2019 | 19h05 - Política

Luanda - Os dez réus do caso "Burla Tailandesa" conhecem a sentença do julgamento esta terça-feira (16), um ano e três meses após serem detidos sob a acusação de defraudar o Estado angolano em USD 50 mil milhões.

  • Palácio da Justiça

No processo 00/17, o Ministério Público (MP) também acusou os quatro angolanos, quatro tailandeses, um canadiano e um etíope de crimes de associação criminosa, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e burla por defraudação.

O julgamento que arrolou 38 testemunhas decorre na 3ª secção da Câmara Criminal do Tribunal Supremo.

O caso remonta de Novembro de 2017, quando o Serviço de Investigação Criminal (SIC) deteve um grupo de dez pessoas.

As investigações do SIC, no entanto, concluíram que não havia qualquer linha de crédito disponível desta empresa que viria a Angola a convite da ré angolana Celeste de Brito.

Terminadas as investigações no SIC, o Ministério Público os constituiu arguidos, acusando-os de crimes de associação criminosa, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e burla por defraudação.

Entre os angolanos destaque recai para Norberto Garcia, ex-director da extinta UTIP, órgão de apoio técnico ao Presidente da República em matéria de investimento privado, o presidente do Conselho de Administração da cooperativa Jango Yetu, Arsénio Manuel, adstrita às Forças Armadas Angolana (FAA).

Os quatro tailandeses chegaram a Angola com o objectivo de criar uma sucursal da Centennial Energy Company, Limited, para, alegadamente, investir no país o valor de USD 50 mil milhões.