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PGR investiga "escândalo da IURD"

02 Dezembro de 2019 | 12h45 - Política

Luanda - A Procuradoria Geral da República (PGR) está a investigar, há já algum tempo, as denúncias de castração química e vasectomia a que são, alegadamente, submetidos alguns pastores da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola.

A informação foi prestada hoje à Angop pelo vice-procurador geral da República, Mota Liz.

A 28 de Novembro, um grupo de bispos e pastores anunciou a ruptura com o bispo Edir Macedo (líder da igreja), por alegadas práticas doutrinais contrárias à religião, como a exigência da prática da vasectomia, além da evasão de divisas para o exterior do país.

Um comunicado assinado por mais de 300 bispos e pastores angolanos denunciou que, nos últimos 12 meses, a liderança brasileira, por orientação de Edir Macedo, passou a forçar os pastores angolanos a submeterem-se ao processo de vasectomia.

Em resposta, a direcção da Igreja Universal declara que se trata de uma "rede de mentiras arquitetadas por ex-pastores desvinculados da instituição, por desvio moral, de condutas e até criminosas, com o único objectivo de terem a sua ganância saciada".

Questionado sobre o assunto, Mota Liz afirmou que “já corre um processo de uma denúncia de caso de castração química em tempos idos. E esse processo corre o seu trâmite normal”.

Acrescentou que a PGR tomou conhecimento da denúncia de 28 de Novembro e acredita haver “novos elementos” que, certamente, serão apreciados e investigados.  

Incentivou que sempre que as pessoas tomarem nota de um facto criminal devem participar, mesmo por meios oficiosos, na PGR, que está aberta para investigar, esclarecer e, se tiver factos, introduzir a juízo.

A Igreja Universal do Reino de Deus em Angola é uma instituição religiosa de direito angolano, registada no Ministério da Justiça, sob o número 26, e publicado no Diário da República, em 17 de Julho, I Série, número 28.