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Comunidade internacional apoia transição na RDCongo

10 Fevereiro de 2019 | 06h40 - Política

Addis Abeba (Dos enviados especiais) - O ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, afirmou neste sábado, em Addis Abeba, que é do interesse da comunidade internacional apoiar o processo de transição na RDCongo, cujos resultados definitivos eleitorais de Dezembro último deram vitória a Felix Tshisekedi.

Felix Tchissekedi encontra-se na União Africana (UA), para participar da 32ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da organização continental, que arranca hoje (domingo). No sábado, a SADC realizou uma reunião para acolher o líder congolês.

O novo presidente do Congo Democrático, que sucede Kabila, ganhou o pleito com 38,57 por cento dos votos, resultado contestado por Martin Fayulu.

A este respeito, o ministro angolano sublinhou que não houve recuo da comunidade internacional em relação aos resultados eleitorais de Dezembro último, pois constatou-se um facto e todos querem apoiar o processo de transição e venha a desembocar num futuro longínquo o num circulo normal de vida democrática na rdcongo que contempla a alternância do poder.

“Na vida há diferenciar sempre o bem maior e o bem menor. E o caso da RDCongo só é falado no mundo inteiro, por ser um caso especial, porque há eleições em todo o mundo e não merecem a atenção que as eleições na RDCongo mereceram não só em África, mas no mundo, isto situa a RDCongo numa posição singular”, disse.

Dada as particularidades do país do seu processo histórico, Manuel Augusto enfatizou que a  questão do RDCongo deve ser apreciado de forma especial e sem qualificar o classificar se foi bom ou não bom o desfecho final.

Entretanto, disse ser importante realçar o facto de que, pela primeira vez, em 60 anos, há na RDCongo uma transição pacifica do poder. “Só o facto em si já é um acontecimento e não é um acontecimento de menor importância.Por outro lado todos os cenários dantescos e apocaliticos que foram previstos em função do que poderia acontecer com a proclamação dos resultados, não se confirmaram o que significa que o povo da RDC também sabe distinguir aquilo que é importante e fundamental e daquilo que seria o ideal”, disse.

Foram desencadeados os mecanismos para aferir os resultados se correspondiam a vontade popular. Se nós advogamos pelo respeito pelas instituições de cada país, temos que dar o benefício da dúvida às instituições da RDCongo que se pronunciaram sobre a matéria, nomeadamente o seu tribunal constitucional”, observou, acrescentando que nenhum país do mundo gosta que sejam postas em causa as suas instituições.