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Governo do Lesotho anuncia início de reformas no país

16 Maio de 2018 | 12h43 - Política

Maseru - O Primeiro-Ministro do Lesotho, Thomas Thabane, anunciou o início formal do processo de reformas recomendadas pela Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), para ultrapassar a crise política que o país enfrenta.

  • Thomas Thabane, Primeiro-Ministro do Reino do Lesotho (arquivo)

Dirigindo-se ao Parlamento, segunda-feira, numa sessão extraordinária em que o facilitador do processo de paz, a SADC, foi deixado de fora da lista dos convidados, Thomas Thabane traçou o historial do país desde a independência, em 1966, aos dias actuais.

Destacou na ocasião que o país tem enfrentado vários desafios nos últimos 52 anos, tendo sublinhado a falta de estabilidade política, segurança e a deficiente administração da justiça.

Juntou a essa lista o que considerou de insuficiências constitucionais e má prestação dos serviços públicos.

Em consequência dessas insuficiências, afirmou, o país ficou gravemente comprometido.

Thomas Thabane recordou também que face a esses desenvolvimentos, o governo solicitou o apoio da SADC e da comunidade internacional que responderam positivamente ao apelo para ajudar a ultrapassar a situação de instabilidade política e insegurança.

O chefe do governo formado por uma coligação de quatro partidos políticos, afirmou que o anúncio do processo de reformas será seguido de um Dia de Oração Nacional a ter lugar a 22 do mês em curso.

Está igualmente previsto a realização de um Fórum Nacional de Lideres, com o lançamento do Comité Nacional para o Dialogo encarregue da formulação da agenda de reformas.


Encravado no interior do território da África do Sul, o Reino do Lesotho vive uma grave crise política, com registo de assassinatos, dois dos quais vitimaram em 2015 e 2017 os chefes das forças armadas.

O Lesotho é membro da SADC e tem uma população estimada em dois milhões de habitantes.

O processo de paz naquele país regista um impasse, entre outras razões, em consequência da ausência de líderes políticos exilados.

Entretanto, num comunicado recente, os Chefes de Estado e de Governo da Dupla Troika da SADC apelaram as partes a imprimirem seriedade ao Dialogo Nacional e ao Processo de Reformas.