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Chefe da diplomacia chinesa desembarca em Luanda

13 Janeiro de 2018 | 20h39 - Política

Luanda - O ministro dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, Wang Yi, chegou hoje a Angola, para cumprir uma visita de dois dias, com vista ao reforço da cooperação bilateral, sobretudo no domínio migratório, através de um acordo de supressão de vistos.

  • Ministro Wang Yi quando desembarcava na capital angolana
  • Ministros das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto (à esq.), e dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi

O governante chinês, que chefia uma delegação multi-sectorial, foi recebido, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, pelo ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, por empresários e altos funcionários da embaixada deste país asiático em Angola.

Wang Yi seguiu imediatamente ao Palácio da Cidade Alta, onde será recebido (em audiência) pelo Presidente da República, João Lourenço.

Já no domingo (dia 14), rubricará um Acordo de Facilitação de Vistos em Passaportes Ordinários.

Segundo uma nota da Casa Civil da Presidência da República, o entendimento visa agilizar os mecanismos de concessão de vistos a empresários e homens de negócios, académicos, pesquisadores e científicos, homens de cultura, desportistas e pessoas com necessidades de tratamento médico.

Trata-se de um instrumento jurídico vinculativo, direccionado, específico e recíproco, que doravante passará a ser accionado pelos Governos dos dois países.

Após a assinatura do documento, os dois ministros participarão de uma conferência de imprensa para explicações em detalhe sobre o acordo de facilitação de vistos em passaportes ordinários, ocasião que servirá também para uma abordagem mais ampla das relações entre a China e Angola.

As relações entre Angola e China datam de 1983, sendo o país da África Austral o maior parceiro comercial africano (desde 2007) deste Estado asiático, com quem coopera nos domínios militar, agrícola, académico, agro-industrial, infra-estrutural, petrolífero e tecnológico.

No quadro das boas relações bilaterais, o gigante asiático absorve cerca de metade do petróleo extraído em solo angolano, e conta com mais de 250 mil trabalhadores em Angola, sobretudo na construção e reparação de infra-estruturas, nomeadamente caminhos-de-ferro, estradas e habitações.

No cargo desde 2013, Wang Yi, o chefe da diplomacia chinesa é mestre em Economia e nasceu em Beijing, em Outubro de 1953.