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Governo de Unidade e Reconciliação Nacional tomou posse há sete anos

11 Abril de 2004 | 09h29 - Política

Luanda

  • gu110404

Luanda, 12/04 - O actual Governo de Unidade e Reconciliação Nacional (GURN) foi instituído há sete anos, como resultado das primeiras eleições e depois de uma longa maratona negocial que culminou com a assinatura do Protocolo de Lusaka, entre o Governo e a UNITA.

Depois do Governo de Transição que existiu antes da Independência, era a primeira vez que em Angola se formava um Governo cuja composição contava com elementos provenientes de vários partidos.

Nas primeiras eleições multipartidárias realizadas em Angola, em 1992, o MPLA foi o vencedor absoluto, seguido da UNITA e do PRS.

O facto de a UNITA ter contestado os resultados das eleições, o conflito armado que terminara em 1991 reatou em todo o território nacional. Para se inverter a situação de guerra vigente foi iniciado, na capital zambiana, Lusaka, um processo negocial em sistema "no stop" que durou cerca de um ano e permitiu, dentre outras tarefas, a formação do GURN.

Aos 11 de Abril de 1997 tomava posse o GURN corporizado por 28 ministros, 43 vices e um secretário de Estado do Café, um Governo considerado, nessa altura, um dos mais numeroso do mundo e foi chefiado por França Van-Dúnem.

Mas apesar dos entendimentos conseguidos em Lusaka, a guerra prosseguiu, e o Executivo que tomou posse em Abril de 1997 começa a governar na paz efectiva cinco anos depois da sua criação, e já sob chefia do primeiro-ministro Fernando da Piedade dos Santos "Nandó".

Entretanto, ao completar sete anos desde a sua criação, poucos integrantes do GURN de 1997 ainda se mantêm em funções, já que por diversas razões alguns deixaram os seus cargos.

Assim, continua a desempenhar as funções de ministro do GURN somente oito integrantes, nomeadamente André Brandão, dos Transportes, Faustino Muteka (Administração do Território), Hendrick Vaal Neto (Comunicação Social), Pedro Van-Dúnem (Antigos Combatentes) , Paulo Tjiplica (Justiça), Jorge Alicerces Valentim (Turismo e Hotelaria), Licínio Ribeiro (Correios e Telecomunicações) e Victorino Hossi (Comércio).

Três dos integrantes iniciais do GURN são falecidos, nomeadamente o antigo ministro das Relações Exteriores, Venâncio Moura, o das Obras Públicas e Urbanismo, Pedro de Castro Van-Dúnem e o da Geologia e Minas, Manuel Bunjo.

Certamente, é com o GURN que o país deverá contar para a execução dos diferentes programas de desenvolvimento, até a realização das próximas eleições.