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Problemática religiosa em Angola em abordagem em conferência internacional

11 Outubro de 2018 | 13h09 - Lazer e Cultura

Luanda - A problemática do fenómeno religioso em Angola está a ser analisado desde hoje, quinta-feira, em Luanda, no âmbito de uma conferência internacional que junta responsáveis angolanos, líderes religiosos nacionais e estrangeiros.

  • Participantes na Conferência Internacional sobre A problemática do Fenómeno Religioso em Angola

 

O evento tem como objectivo analisar a crise de valores religiosos e contribuir para o debate social e científico acerca do mesmo.

Durante o evento, que tem o seu fim previsto para sexta-feira, 12, estará em abordagem temas como “os sinais dos tempos e a querela dos espíritos”, “igrejas, seitas e fundamentalismo religioso no mundo (pós) moderno e globalizado”, “histórias  entre certezas e inquietudes como compreender as velhas e novas religiões”, “as práticas culturais”, “os símbolos sagrados e as suas formas espirituais  na sociedade contemporânea”, entre outras.

A  ministra da Cultura, Carolina Cerqueira,  que falava durante a cerimónia de  abertura da conferência, em representação do Presidente da Republica, João Lourenço, frisou que o Estado tem consciência que o país viveu uma longa guerra civil, razão pela qual necessita da acção espiritual das igrejas, de modo a que contribuam para o processo de reconciliação.

Carolina Cerqueira referiu que as igrejas têm de caminhar com o Estado em relação à implementação de políticas  públicas na área social, acrescentando ainda que as igrejas têm como objectivo a difusão de valores morais e dos princípios éticos, enquanto objecto privilegiado da acção pastoral e da missão Estado, família  da escola e das comunidades,

nomeadamente nos sectores da educação, saúde e da assistência social aos mais carenciados.

Enquanto parceiros do Estado, referiu, as igrejas devem reforçar a cidadania, através da promoção da inclusão social e do bem comum.

Angola conta com 84 confissões religiosas reconhecidas, mas estima-se  também a existência de 1.206 denominações religiosas  que não estão registadas nem reconhecidas como tal.

O Executivo angolano extinguiu as plataformas ecuménicas no país, numa medida que visa normalizar o exercício da liberdade da religião, crença e culto previsto na Constituição da República.

Tal determinação vem expressa no Decreto Executivo Conjunto 01/2018, dos Ministérios do Interior, da Administração do Território e Reforma do Estado, da Justiça e Direitos Humanos e da Cultura, que revoga a circular Nº 228/15, de 25 de Junho, do ministro da Justiça, sobre as plataformas ecuménicas.