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Portugal: Vida e obras de heroínas africanas retratadas em exposição

08 Junho de 2017 | 13h28 - Lazer e Cultura

Lisboa(Da correspondente)- A vida e obras das heroínas africanas na luta de libertação contra o colonialismo Português foi retratada numa exposição documental e biográfica realizada pela Plataforma para o Desenvolvimento da Mulher Africana (PADEMA), em Lisboa (Portugal).

A exposição documental e biográfica, aberta quarta-feira, em Lisboa, destaca a vivência das heroínas angolana Deolinda Rodrigues, da moçambicana Josina Machel, e da guineense Titina Silá, mulheres que desde cedo lutaram para que os seus países fossem libertados contra o colonialismo.

Na exposição documental está referenciado que Deolinda Rodrigues foi uma mulher com punho e que sempre lutou para alcançar o desenvolvimento da sua pátria.

 Deolinda Rodrigues ou simplesmente “Langidila” como também era conhecida (nome de Guerra), nasceu em Catete no dia 10 de Fevereiro de 1939.

A heroína angolana ingressou no MPLA pouco depois da sua constituição. Como aos demais jovens incorporados, as tarefas atribuídas eram as de realizar reuniões e explicar os princípios do movimento, traduzir documentos do português para o inglês ou vice-versa, muito dos quais destinados para o exterior, preparar panfletos e viajar para o exterior para estabelecer contactos.

Em 1959, Deolinda Rodrigues obteve, na Missão Evangélica, uma bolsa de estudos em sociologia no Brasil. Um ano e meio depois de lá estar foi obrigada a partir porque os governos de Portugal e do Brasil tinham assinado um acordo de extradição.

Daí partiu para Ilinóis, Estados Unidos, para continuar os seus estudos, aumentando os seus contactos políticos com pessoas que passavam por lá e com diplomatas de diversos países africanos. Nos Estados Unidos, Deolinda não concluiu os estudos porque decidiu regressar à África e dedicar-se à luta.  

Titina Silá foi uma combatente e formadora de milícias, que embora morrendo jovem, conseguiu fazer a diferença e cativar todos aqueles que a conheceram.

Já Josina Machel foi uma das jovens que na juventude fugiu de Moçambique para se integrarem  na Frelimo e lutar pela independência do seu país.

Josina é considerada modelo de inspiração do movimento de mulheres. Na luta pela libertação de Moçambique desempenhou um papel muito importante. Foi uma das fundadoras do Destacamento Feminino, chefe da Secção dos Assuntos Sociais e chefe da Secção da Mulher no Departamento de Relações Exteriores da FRELIMO. Impulsionou a criação do Centro Infantil de Nangade, em Cabo Delgado, onde elementos do Destacamento Feminino tomavam conta das crianças que ficavam órfãs ou cujos pais estavam ausentes, no combate da Frelimo pela libertação nacional.

Durante a exposição os presentes foram brindados com música e poemas angolanos apresentados pela escritora Isabel Ferreira.