Angop - Agência de Notícias Angola Press

Ministra destaca papel da investigação científica nas comunidades

11 Junho de 2019 | 15h35 - Educação

Luanda- A ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, disse, nesta terça-feira, em Luanda, que o projecto de investigação científica promovido pelo Centro da África Austral para Ciências e Serviços para a Adaptação às Alterações Climáticas e Gestão Sustentável dos Solos (SASSCAL) tem contribuído na melhoria da qualidade de vida das comunidades.

  • Ministra Maria do Rosário Sambo
  • Participantes no workshop sobre financiamento de Projectos de Investigação Científica

Segundo a governante, que falava na abertura do workshop sobre financiamento de projectos de investigação científicos, os resultados devem ter utilização prática para quem tomar decisões (governo e até mesmo os investigadores) e serem  transferidos  para as comunidades, para melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.

Acrescentou que são aspectos que têm muita ligação com a agenda 2030: os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável  (ODS), com realce ao  objectivo nº4 , que tem a ver com  a educação.

A ministra adiantou que na primeira fase Angola teve ganhos com esta iniciativa, com destaque para a capacidade de trabalhar em rede, quer dentro como fora do país, bem como a formação de quadros com bolsas da SASSCAL, em áreas de Engenharia e Geociências,  aos grau de mestres e doutores, no quadro do desenvolvimento do capital humano.

Nesta senda, o país foi contemplado com 19 bolsas de estudos, das quais duas de doutoramento, 12 de mestrados e as restantes de licenciatura.

A outra vantagem  tem a ver com a infra-estrutura com a qual  foi possível reabilitar 21 estações meteorológicas automáticas  que estão sob dependência do Instituto Nacional de Meteorologia ( INAMET),  sobretudo na região sul do país (Namibe, Huíla e Cunene).

O projecto permitiu também melhorar as condições de trabalho em territórios de biodiversidade nos parques da Cameia, Bicuar, Iona, Kusseque (Tchitembo), Caiundo e Tundavala, com a instalação de seis observatórios, bem como várias publicações científicas e artigos escritos com a participação de investigadores angolanos.

A primeira fase, que decorreu de 2013 a 2018, teve um financiamento de 23 milhões de Euros. A segunda fase, que arranca em Agosto, tem um valor de 10 milhões de Euros  para o desenvolvimento de  investigação propriamente dito e  três milhões de Euros para o desenvolvimento  de capacidades, seja ao nível de capacitação humana  e de infra-estrutura.

Podem se inscrever investigadores científicos, docentes e estudantes de doutoramento e mestrado em fase de elaboração dos trabalhos de dissertação, cujos temas tenham relação com as principais áreas de investigação científica do SASSCAL que são: Água, Alterações Climáticas, Biodiversidade, Agricultura e Florestas.

Nesta fase, podem se inscrever empresas do âmbito comercial, inventores, autoridades e associações territoriais e actores que contribuam para a investigação científica e desenvolvimento tecnológico, sempre que cumpram o propósito e os pré-requisitos do financiamento.

O workshop visou apresentar aos diferentes actores do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação as normas estabelecidas para o II edital para financiamento de projectos de investigação científica

O Centro da África Austral para Ciências e Serviços para a Adaptação às Alterações Climáticas e Gestão Sustentável dos Solos (SASSCAL) criado em 2009 e tem como principal foco a investigação científica, desenvolvimento de capacidades, serviços e produtos, com objectivo de dar respostas às mudanças globais e é financiado pelo governo alemão.