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Professores e alunos regressam às aulas após greve do Sinprof

16 Abril de 2018 | 19h09 - Educação

Luanda - Após uma semana de paralisação das aulas, devido à greve decretada pelo Sindicato Nacional de Professores (Sinprof), os docentes e alunos do ensino geral do país regressam hoje, segunda-feira, em massa às aulas.

  • alunos regressam às aulas em Luanda
  • professores voltam a leccionar, após greve do sinprof

Numa ronda efectuada, pela Angop, por algumas cidades do país foi notório o colorido das batas dos alunos pelas ruas e a presença de professores a ministrarem as lições nas salas de aulas.

Em Luanda, os alunos Esperança Pinto e João Ngoma, ambos estudantes da 10ª classe da escola Ngola Kiluanji, foram unânimes em saudar o regresso as aulas, visto que a greve estava a prejudicar os seus planos de estudo.

O professor/coordenador do turno da manhã da escola Ngola Kiluanji, Domingos Cassua, considerou positiva a percentagem de docentes que trabalhou nesta segunda-feira, uma cifra de 92 porcento.

Por sua vez, a professora da iniciação da Escola do Ensino Primário Nº1056, Assunção Canhica disse que o primeiro dia de aulas, após a greve, foi proveitoso com muita adesão dos alunos.

Já a directora da Escola do Ensino Primário Nº 1056, Cândida de Jesus, apelou aos encarregados de educação no sentido de levarem os alunos à escola, para não perderem matérias académicas, numa fase que se avizinham a época de provas.

Cenário diferente registou-se na escola do I ciclo do ensino secundário Ngola Kanine onde foi visível o elevado grau de absentismo dos alunos.

De acordo com o director da escola Ngola Kanine, Pedro Lundoloque, o número de alunos presentes foi abaixo dos 50 porcento.

Apelou, por isso, aos alunos a retornarem às aulas, para não perderem matérias importantes.

Em Malanje, as aulas retomaram com presença considerável de professores e alunos.

Nas escolas do I ciclo Nº 74, Agostinho Neto, Nossa Senhora de Fátima e Samora Machel, os professores empenharam-se na recuperação das lições perdidas, durante a greve, segundo constatou à Angop.

Contrariamente, no colégio Hoji Ya Henda os professores apareceram em número reduzido, enquanto a presença de alunos foi considerável.

A directora do referido colégio, Stela Americano, afirmou que os docentes estão informados sobre o levantamento da greve, por isso estranha as suas ausências.

Advertiu que os professores faltosos serão penalizados à luz da Lei Geral do Trabalho.

Já na cidade do Luena, capital da província do Moxico, estudantes de várias escolas do ensino geral regressaram massivamente às aulas hoje, segunda-feira.

O director da Escola do II ciclo 11 de Novembro, Móises Samosse, destacou a presença massiva dos alunos, que mostram estar com vontade de estudar, não obstante a paralisação de cinco dias.

A estudante da 7ª classe, Amélia Santos, do Complexo Escolar 338 “Camarada Tchifuchi”, manifestou a sua satisfação pelo consenso obtido nas negociações entre o Ministério da Educação (MED) e o Sinprof, por permitir o reatamento das aulas.