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Produção de energia eléctrica atinge mais de cinco mil MW

15 Outubro de 2020 | 17h01 - Economia

Luanda - A capacidade de geração de energia em Angola passou de 4.068 Megawatts em 2017 para 5.630 MW em 2020, informou hoje o Presidente da República, João Lourenço.

  • Sub-estação de energia eléctrica

Desta produção, 3.342 MW é de origem hídrica, 2.223 MW térmica e 35 MW de produção híbrida, o que corresponde a um incremento de 14% em relação a 2019, segundo o Chefe de Estado que falava na abertura do ano Parlamentar na Assembleia Nacional.

O incremento deveu-se essencialmente à entrada em operação, em Junho de 2019, da quinta turbina da barragem de Laúca, das novas centrais térmicas de Saurimo, Luena e Cuíto, no final do mesmo ano.

 Disse que a demanda atendida de energia  eléctrica é actualmente de 1.957 MW, o que representa um crescimento de 11% em relação a 2019, sendo reflexo das acções de investimento na extensão das redes de transporte e na ligação de novos consumidores.

Com a produção hídrica, acrescentou, verificou-se uma redução drástica em mais de metade, cerca de 60% no consumo de diesel para a produção de energia eléctrica, o que resultou numa poupança aos cofres do Estado estimada em mais de 111 mil milhões de Kwanzas.

No âmbito dos investimentos estruturantes no sector, informou ter sido concluída a interligação entre os sistemas Norte e Centro, com a integração do sistema eléctrico de Benguela, Bié e Huambo, abrangendo ao todo 10 províncias.

Está em fase de preparação a interligação entre as regiões Centro e Sul, que culminará com a integração na Rede Eléctrica Nacional das províncias da Huíla e do Namibe, segundo o Presidente.

Em complemento aos investimentos realizados no aumento da capacidade de produção e transporte, foram realizados também importantes investimentos na ampliação das ligações domiciliares em várias cidades e vilas do país como em Cabinda, Benguela, Huambo, Luanda e Zaire.

De acordo João Lourenço, issto permitiu fazer crescer o número de beneficiários em mais de 337 mil 955 famílias em 2019, ou seja cerca de um milhão 690 mil pessoas.

Sub-sector das águas                    

De Setembro de 2017 a Agosto de 2020 registou-se neste sub-sector um incremento de 219 mil 934 metros cúbicos na capacidade de abastecimento de água, tendo sido erguidos novos sistemas e ampliado o acesso à água potável nas cidades do Cuito, Dundo, Huambo, Luanda, Lubango, Luena e Mbanza Congo.

O Estadista angolano disse que foram igualmente concluídos novos sistemas de abastecimento às cidades do Cuíto e Mbanza Kongo, está em fase de conclusão o sistema de água das cidades de Cabinda e Huambo e em execução novos sistemas de abastecimento de água a Cabinda e Malanje.

Também foi contratada a concepção e construção  do novo sistema de abastecimento de água de Ndalatando, a partir do rio Lucala, e decorre o concurso para a construção de um novo sistema de abastecimento ao Uíge.

Estão também projectadas obras de expansão das redes de distribuição de água e ligações domiciliares nas cidades do Dundo, Huambo, Lubango, Luena, Malanje, Ndalatando, Moçâmedes e Uíge, que ampliarão o acesso à água canalizada a mais de 515 mil e 625 habitantes.

Entre Setembro de 2017 e Agosto de 2019, foram construídos e ampliados 29 novos sistemas de abastecimento de água em sedes municipais, proporcionando o acesso à água potável a cerca de um milhão e 500 mil  habitantes, enquanto de Agosto de 2019 a Setembro de 2020 foi concluída a construção de 21 novos sistemas de água nos municípios.

Em relação à cidade de Luanda, O Presidente reconheceu existir ainda um significativo défice de abastecimento de água, razão pela qual estão em curso acções de execução de projectos de ampliação da capacidade de captação de água em Kifangondo.

Das acções constam também a construção do novo canal de adução de água do Cassaque, bem como a melhoria de eficiência de alguns centros de tratamento e distribuição de água, na perspectiva de ser ampliada, até 2021, a capacidade disponível em 100 mil metros cúbicos/dia.

No período em análise, disse, registou-se um aumento de 17% na produção diária de água, de 157 para 185 milhões de m3 anuais, apesar das perdas técnicas e do garimpo ilegal, e um aumento de 43 mil ligações domiciliares, beneficiando cerca de 215 mil habitantes.

Em Novembro de 2019, iniciou a construção do primeiro de três projectos de combate aos efeitos da seca na localidade do Cafu, província do Cunene.

Não obstante o impacto causado pela pandemia da Covid-19 na execução de obras públicas, disse esperar que dentro de aproximadamente dois anos esteja concluída a estação de captação de água no rio Cunene, bem como a construção de 158 quilómetros de aquedutos e 30 chimpacas, que atenderão mais de 470 mil habitantes e 500 mil cabeças de gado das regiões de Cafu, Kuamato, Namacunde e Dombola.

Das acções, destacou também o lançamento do concurso para a contratação de serviços para a reabilitação de 41 diques ou represas para aprovisionamento de água na província do Namibe, com vista a mitigar o efeito de secas ou estiagens prolongadas nessa região.