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Dubai de olhos posto no mercado angolano

11 Junho de 2020 | 18h17 - Economia

Luanda - Investidores dos Emirados Árabes Unidos manifestaram, nesta quinta-feira, interesse em investir nas áreas do agro-negócio, conexão logística, petróleo, fabricação de máquinas e agricultura.

O  interesse foi manifestado durante o Fórum de Negócios Angola/ Emirados Árabes Unidos, que decorreu de forma virtual via webinar, numa  promoção da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo e da sua congénere do Dubai, a Dubai Multi-Commodities Center (DMCC),  com o apoio da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), da Câmara de Comércio Angola-Emirados Árabes Unidos (EAU) e da Dubai Chamber.

"Agora, estamos procurando por segurança alimentar, conexão logística, óleo-gás, fabricação de máquinas e outros", disse o director dos Escritórios Internacionais da Câmara e Indústria do Dubai, Omar Khan, durante a sua intervenção no fórum.

O comércio de diamantes continua a ser uma área fundamental de sinergias, representando 90% das exportações de Angola para os Emiratos Árabes Unidos (EAU).

“Por isso, há necessidade de se avançar para outras categorias de produtos. Esperamos que este fórum sirva de oportunidade para que novas sinergias comerciais sejam exploradas entre os dois países”, disse.

O responsável reconheceu as oportunidades e vantagens de investimento em Angola, tendo em conta a sua posição geográfica, recursos minerais e mão de obra jovem.

"Testemunhei, o ano passado, a nova transformação da liderança acontecendo. Uma grande instalação de transição privada. Muita oportunidade de transição na Zona Económica Especial, também", disse o responsável, que comparou algumas zonas turísticas de Luanda com as da cidade de Miami (Estados Unidos da América).

Omar Khan disse ainda serem consideráveis os progressos registados em Angola nos últimos anos, no quadro da diversificação da economia, referindo que os EAU podem ser um dos parceiros ideais para apoiar as transformações económicas em curso.

Angola, a seu ver, exerce uma transição muito influente a nível da região, uma condição que poderá atrair mais investimentos, sobretudo estrangeiro.

Por isso, reiterou disponibilidade na facilitação de investimentos entre os dois países, no quatro das relações comerciais estabelecidas.

Já o presidente do Conselho de Administração da Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo, António Henriques da Silva, apontou a necessidade de se tirar o "máximo" proveito desta relação, no sentido de pôr a máquina industrial a funcionar, para o  aumento da produtividade nacional.

"É bom que a AIPEX e a ZEE trabalhem juntos para a aproximação cada vez mais dos dois mercados, uma vez que as potencialidades e oportunidades estão identificadas", defendeu Henriques da Silva em declarações à Angop.

No seu entender, o Dubai e a DMCC constituem uma alavanca para ajudar no crescimento da economia nacional.

Henriques da Silva, que também é o presidente do Conselho de Administração da AIPEX,  garantiu aos empresários dos Emirados Árabes Unidos que Angola apresenta enormes oportunidades e o Governo apostou em áreas estratégicas para tirar o país da dependência do petróleo e tornar a economia angolana diversificada.

Os sectores como a indústria transformadora, hotelaria e turismo, agricultura, pescas, telecomunicações e outros, são os eleitos para o investimento em Angola .

Este evento, que contou com a participação do embaixador de Angola nos Emirados Árabes Unidos, Albino Malungo, atraiu mais de 300 pessoas de diversos países, além de Angola e os Emirados Árabes Unidos

Participantes de países de África (África do Sul e Namíbia), da Europa (Portugal e França), da Ásia (China e Hong Kong), da América (Brasil e Estados Unidos), atenderam ao Fórum de negócios.