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Ministro quer maior acompanhamento às beneficiárias do alívio económico

22 Maio de 2020 | 14h25 - Economia

Luanda - O ministro da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, defendeu nesta sexta-feira a necessidade do Instituto Nacional de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (Inapem) prestar maior acompanhamento às empresas beneficiárias das medidas de apoio financeiro que suportam o “alívio económico”.

Sérgio Santos sublinhou ser importante controlar para que não haja desvios nas políticas traçadas, mas o acompanhamento é muito importante, porque há mudanças que nem sempre são atribuídas aos empresários, mas ao sistema financeiro.

O governante falava na cerimónia de assinatura do memorando de entendimento entre o INAPEM e operadores de comércio, distribuição e empresas fornecedoras de insumos no âmbito da implementação das medidas de apoio financeiro que suportam às medidas de alívio económico.

De acordo com o ministro, o acompanhamento pode permitir a criação de um plano de contingência para ultrapassar as dificuldades na implementação dos programas.

“É comum, nos apoios que o Governo dá, falhar uma componente muito importante e que depois determina que as políticas de apoio não atinjam o seu resultado - o acompanhamento. Os empresários em várias circunstâncias recebem apoios, mas estes merecem um acompanhamento”, sublinhou.

Frisou que o país precisa ainda de importar alguns insumos que não são produzidos em Angola, mas paulatinamente terá de reduzir essa importação.

Sérgio Santos convidou os empresários a montarem a indústria que vai permitir ter a mistura de fertilizantes em Angola, bem como montarem as unidades de multiplicação de sementes que vai nos permitir ter mais oferta de sementes e a indústria química que permitirá ter pesticidas.

Por outro lado, fez saber que com o protocolo a ser assinado com a Associação de Indústriais de Têxteis e Confecções serão criados um mínimo de mil empregos para mulheres, que terão acesso a uma máquina de costura, um apoio para capacitação e formação para produção de mais máscaras.

Já o Presidente do Conselho de Administração do Inapem, Arnito Agostinho, disse que a assinatura do memorando serve para formalizar a concessão de créditos, no qual o Instituto vai dar suporte às necessidades dos produtores.

Em relação aos insumos, assegurou que existem cerca de 10 empresas que aderiram ao programa e com elas vão trabalhar no sentido de disponibilizarem esses produtos no país.

De acordo com o responsável, existem cerca de 120 empresas apuradas que estão a merecer apreciação das reais necessidades, para posteriormente terem acesso à  linha de crédito no Banco de Poupança e Crédito (BPC) com cerca de 122 milhões de dólares, para a importação de outros produtos.

A propósito, o gestor da rede de supermercados Pomobel, Raul Mateus, manifestou a sua satisfação pelo financiamento ao sector.

“Acreditamos que vamos apresentar resultados positivos e vamos dar a resposta necessária que o governo precisa. Que haja impacto no fornecimento dos produtos de produção nacional para os consumidores internos”, augurou.

As medidas de apoio financeiro às empresas surgem com o objectivo de assegurar a manutenção mínima dos níveis de actividade das micro, pequenas e médias empresas do sector produtivo e, para isso, são alocados recursos totais de cerca de 488 mil milhões de Kwanzas.